Pátio Morro Grande: de “lago” para centro técnico e de manutenção da Linha 6-Laranja

Área onde existia uma pedreira na Brasilândia será o local onde a Acciona construirá o pátio dos trens do ramal de metrô e que hoje acumula grande quantidade de água
Projeção de como ficará o pátio Morro Grande
Projeção de como ficará o pátio Morro Grande

Em novembro, um mês após a Acciona assumir a concessão da Linha 6-Laranja do Metrô, uma pequena balsa com funcionários da empresa visitou um “lago” na região da Brasilândia, próximo de onde ficará a estação do mesmo nome. Munidos de uma sonda, os empregados da construtora investigavam o subsolo do local, anteriormente conhecido como uma pedreira. Pois é nesse local que a futura linha de 15,3 km terá seu pátio de manutenção e também Centro de Controle Operacional.

Também conhecida como a “Prainha da Brasilândia”, o local abriga uma considerável vegetação que já foi motivo de propostas de criação de um parque na região, carente de áreas verdes. No centro da área, onde ainda surgem paredes de rochas remanescentes da pedreira desativada nos anos 80, formou-se um grande lago, daí a referência à “praia” urbana para a população do bairro.

É justamente nesse lago que os funcionários da Acciona se concentravam para analisar a situação do terreno, que chegou a receber máquinas e caminhões em 2016, quando a concessionária anterior, a Move São Paulo, ainda estava trabalhando no projeto.

Funcionários da Acciona realizaram sondagens no local em novembro (Alan Alves)

Como mostram ilustrações dessa época, o futuro pátio Morro Grande será o local onde os 23 trens da Alstom farão suas manutenções periódicas, além de servir como principal estacionamento dessas composições, nos moldes de outras instalações industriais do Metrô. Bem ao lado dos principais galpões haverá um edifício que abrigará o CCO, responsável por operar o ramal de 15 estações que ligará a Brasilândia à estação São Joaquim a partir de 2025.

O site enviou algumas perguntas à Acciona para entender como será o trabalho no pátio. Confira as respostas:

Como será feita a retirada do volume de água no local?

A drenagem da água será realizada por bombeamento controlado e destinada a galerias pluviais existentes. Essas galerias foram certificadas pra receber o volume de água que está acumulado no pátio proveniente de chuvas e no momento aguardamos a liberação do DAEE para início da atividade.

Qual o prazo de construção do pátio?
A previsão para o pátio estar operacional é até setembro de 2025.

Ele será entregue em fases ou de uma vez?
O Pátio Morro Grande será construído e entregue de uma vez.

O projeto divulgado pela Move SP será seguido?
Não, está sendo otimizado operacionalmente.

Projeção do Centro de Controle Operacional da Linha 6 (Divulgação)

Cinco anos de obras

Após adquirir a parte na concessão que pertencia à Move São Paulo, a construtora espanhola Acciona criou a Linha Universidade S.A, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que fará a operação e manutenção da Linha 6-Laranja a partir de 2025. Segundo a empresa, a meta é entregar todo o ramal ao mesmo tempo e para isso os canteiros estão sendo mobilizados nas últimas semanas.

Dois “tatuzões” serão responsáveis pela escavação de 12,2 km de túneis, a partir do poço Tietê, onde estão armazenados no momento. Por conta do relevo acidentado, a Linha 6 terá uma média de profundidade em suas estações de 46 metros, mas uma delas, Higienópolis-Mackenzie, será a mais profunda da rede metroferroviária, a 69 metros abaixo do nível do solo.

O “lago” onde ficará o pátio: pronto em 2025 (Alan Alves)

Agradecemos a colaboração de Alan Alves.

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4 comments
  1. Quando drenarem esse lago vão encontrar um monte de carros submersos e se bobear até corpos de pessoas desaparecidas.

  2. No projeto da Linha 6 – Laranja – a velocidade proposta é de 37,5km/h – devido que as estações são muito próximas, com menos de 1000m cada, isso não permitirá que os trens se desloquem em velocidade permitida pela engenharia metroferroviária que é de 87km/h. Com a velocidade proposta não vai justificar as 15 estações. Eu enviei para diversas autoridades da Secretária dos Transportes Metropolitanos a redução de 15 para 7 estações apenas, para ampliar a distância entre as estações e dar maior velocidade. Com essa redução diminuiria o tempo das construções das estações, eliminaria a metade das escadas-rolantes, e economizará a metade do orçamento proposto. Eliminará também a corrupção das licitações, etc. etc…. Eu participei do Fórum pró metrô Brasilândia / São Joaquim desde 2006, com o prof. João Mota e muitos outros que desistiram no meio do caminho. Muitos políticos ganharam votos com a promessa de entregar a linha dentro do seu mandato. Ficou só na promessa.

  3. Quando drenarem a água, vai ter umas coisas assustadoras no fundo do lago que vai fazer nascer umas lendas urbanas entre os funcionários que irão trabalhar aí…

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