Cidade Jardim será a próxima estação ‘sustentável’ da CPTM

Parada da Linha 9-Esmeralda está passando por uma reforma semelhante a adotada em Vila Olímpia. Banco Bradesco pode ser o patrocinador da remodelação
Estação Cidade Jardim: nova parada sustentável (Jean Carlos)

A Linha 9-Esmeralda deverá contar com uma segunda estação “sustentável” em breve. O site registrou obras de remodelação em Cidade Jardim nesta semana que seguem o mesmo processo ocorrido em Vila Olímpia no início do ano.

Em junho, a CPTM e o Santander inauguraram novos espaços e recursos na estação, que fica próxima à sede do banco. A empresa “adotou” a estação e para isso aplicou várias soluções para reduzir os impactos ambientais como jardins verticais, reuso da água, geração de energia solar e um bicicletário maior.

São intervenções semelhantes às vistas em Cidade Jardim, que é vizinha de Vila Olímpia. Ao que tudo indica outro banco, o Bradesco, deverá assumir a estação – os bloqueios, por exemplo, já estão envelopados com propagandas da instituição.

Segundo funcionários no local, a “inauguração” da reforma pode ocorrer no final de novembro.

A iniciativa de reduzir o impacto ambiental também tem potencial de gerar ganhos financeiros para a companhia ao diminuir os custos com manutenção desses locais. Não é por menos que a empresa disse em junho que pretende estender a iniciativa para mais estações como Pinheiros, Hebraica-Rebouças, Berrini, Morumbi e Granja Julieta.

No entanto, com a proximidade da passagem de bastão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda para a ViaMobilidade fica a dúvida se o processo pode acabar sendo descontinuado.

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    1. A mesma CCR que terá de investir R$ 3 bilhões e custear a operação e manutenção dessa estação e da linha por 30 anos.

      1. Sim, mas o custo de manutenção e operação da CCR é reduzido com esses investimentos feitos na linha. Ela continua grata.

      2. 3 bilhões em 30 anos é dinheiro de pinga.

        Sem contar que boa parte dos “investimentos” sao em obras desnecessárias, que só irão ocorrer (se ocorrer) justamente devido a concessão, tipo um novo cco, um novo prédio administrativo, um novo torno de rodas, um novo almoxarifado, uma linha de teste no belem. Sem contar a desnecessária compra de 36 trens, com a CPTM se dando ao luxo de deixar imoblizados frotas operacionais q só necessitam de uma revisão geral e modernização.

        Tudo isso para pagar a CCR 2,84 reais por passageiro, com garantia minima de 1 milhão de passageiros por dia (número de usuário pré pandemia), e em caso da câmara de compensação não ter fundo suficiente para a concessionária, ações da Sabesp servirão como garantia.

        É dinheiro público financiando conglomerados empresariais amigos do rei. Levando o estado pra um rombo financeiro sem precedentes, sem contar a desmobilização do transporte público enquanto política pública.

        Quem defende isso só pode levar alguma vantagem financeira. Se nosso país fosse sério, isso é caso de cadeia.

  1. Se reduzir o impacto ambiental trará diminuição nos custos de manutenção, com certeza será continuado na nova administração. Além é claro, que depois, vão usar isso para um “marketing verde”. Matar dois coelhos com uma cajadada só!

  2. O governo de SP poderia criar uma “moeda verde” e viabilizar compensações ambientais de empresas em investimentos na sustentabilidade dos transportes urbanos em SP. Todos ganhariam.

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