Concessão das linhas 8 e 9 da CPTM teve contrato assinado nesta quarta-feira, 30

Concessionária ViaMobilidade Linhas 8 e 9 e o governo do estado firmaram acordo de concessão de 30 anos dos dois ramais de trens metropolitanos após o pagamento de uma outorga de R$ 980 milhões
Trem da Linha 9 (iTechdrones)

O governo do estado e a Concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo S.A. (nome fantasia de ViaMobilidade Linhas 8 e 9) assinaram nesta quarta-feira, 30, o contrato de concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, como previsto.

Controlada pela CCR e o grupo RUASInvest, a nova concessionária foi vencedora na licitação realizada em abril com uma proposta de outorga fixa inicial de R$ 980 milhões, valor que foi depositado ontem pela empresa.

A ViaMobilidade Linhas 8 e 9 deverá passar por um período de transição da operação e manutenção definido pelo edital em 210 dias a contar da data de assinatura do contrato. Ou seja, a concessionária assumirá os dois ramais de trens metropolitanos no dia 26 de janeiro de 2022.

Trata-se do terceiro pacote de concessão de linhas ferroviárias assumido por empresas lideradas pela CCR, grupo que tem dominado diversas concessões no país. Antes das linhas 8 e 9, a CCR havia levado a Linha 4-Amarela com a ViaQuatro e as linhas 5 e 17 com a ViaMobilidade.

Esse número poderia ser ainda maior já que os mesmos sócios foram vencedores da licitação de concessão da Linha 15-Prata, mas que teve o certame anulado pela Justiça – o governo Doria diz tentar reverter o resultado ainda.

O mapa de estações das linhas 8 e 9

O apetite por novas linhas de trens da CCR não acabou. Como o site revelou com exclusividade, a empresa propôs ao governo realizar um estudo de viabilidade de concessão conjunta das linhas 11, 12 e 13 da CPTM.

Como é bastante provável que ela participe da disputa pela concessão do Trem Intercidades (que inclui a Linha 7-Rubi) não será absurdo que no futuro o grupo tenha sob seu guarda chuva a maior parte da malha metroferroviária de São Paulo, desde que continue a realizar propostas bem acima das suas concorrentes.

A única exceção à CCR até aqui é a Acciona, empresa espanhola que assumiu a Linha 6-Laranja do Metrô no lugar da Move São Paulo. Poderia haver outro ‘player’ no mercado, a VEM ABC, mas o governo Doria decidiu rescindir o contrato de PPP da Linha 18-Bronze em 2019 de forma unilateral.

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  1. A CCR até hoje fez um bom trabalho nas linhas operadas por ela, mas já tá bom, né?

    SP não merece um monopólio sobre trilhos, isso é ruim para quem usa, para quem trabalha na área, e ruim financeiramente para o estado. Todos sabemos que transporte é algo que recebe subsídios do estado, então se existe subsídio, pra que conceder?

    Esperamos que a ViaMobilidade 8 e 9 leve o padrão de excelência das linhas metroviárias, para as linhas da CPTM, confesso que estou ansioso!

    1. Você nem percebeu mas São Paulo e o Brasil já vivem um monopólio sobre trilhos e desde sempre.

      Não importa quantas empresas privadas operem, o estado possui o monopólio para determinar tarifas, traçados, forma de operação, etc.

      O transporte é uma atividade de interesse público e por isso sempre será um monopólio público.

      1. Tem gente que para defender o partido que governa o estado há 28 anos e que já vendeu quase tudo que podia no estado, finge que não entendeu o que o outro quis dizer ….

  2. Sendo bom para população é o que importa, o problema é muitas vezes não é, só o tempo dirá, muitos postos de serviço serão fechados de maneira direta ou indireta.

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