CPTM busca soluções para evitar furto de cabos

Chamamento público visa testar soluções capazes de coibir prática e que causa sérios problemas ao sistema
O sistema de sinalização e energia são as principais alvos do furto de cabos (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Dentre os inúmeros desafios que a CPTM precisa enfrentar diariamente, o da segurança pública é um dos mais complexos. Com trechos longos entre estações e a exposição de equipamentos compostos por materiais de alto valor agregado, parte da malha da empresa é alvo de ações criminosas, sobretudo o furto de cabos e fios de cobre.

Esse fato não é necessariamente novo. Boa parte das falhas que ocorrem atualmente no sistema CPTM é decorrente justamente da subtração dos cabos. Eles podem ser instalados de várias formas ao longo do trecho, sendo a mais comum e segura quando estão enterrados.

Essa fiação muitas vezes é composta por cabos de cobre e fibra óptica. Os primeiros são responsáveis por transmitir energia elétrica ao trecho, e equipamentos de via como Unidades Remotas (sinalização), Cabines Seccionadoras (energia de tração) e até mesmo em estações. A fibra óptica é utilizada principalmente para o sistema de transmissão de dados que é demandado principalmente pelo sistema de sinalização e telecomunicações.

Para solucionar essa questão, a CPTM abriu um chamamento público para que empresas ou pessoas físicas possam apresentar soluções, com ou sem o uso de recursos tecnológicos, visando o aprimoramento de sistemas de combate ao furto dos cabos de energia e telecomunicações.

O foco da CPTM é, através de uma prova de conceito das soluções apresentadas, realizar estudos com informações técnicas, financeiras, administrativas e de segurança que poderão nortear uma possível licitação. Tal trabalho se faz importante para que os futuros passos possam ser realizados dentro de estimativas concretas, poupando recursos públicos.

Para a prova de conceito foram selecionados dois locais na Linha 7-Rubi. O primeiro trecho localiza-se entre as estações de Francisco Morato e Botujuru, local com grande incidência de furtos, principalmente na altura do Túnel do Botujuru, onde estão instalados alguns equipamentos de sinalização. O segundo local deverá ser próximo a alguma Subestação ou Cabine Seccionadora.

Caixa de locação, importante equipamento de sinalização. (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

A CPTM destaca algumas características importantes que as soluções podem apresentar. Dentre elas estão a capacidade de gerar eficiência e resultado no combate aos furtos, novas técnicas e métodos de segurança, como por exemplo a aplicação de novas estratégias ou a adoção de tecnologias de detecção de movimentos e ruídos. Outro ponto também destacado é a possibilidade de gerar relatórios e estatísticas que nortearão ações futuras.

Os estudos e as provas de conceito apresentadas pelas proponentes não envolvem quaisquer vantagens, bônus ou descontos em futuros certames, assim como não são garantia de que a CPTM possa seguir com os estudos e formalizar um processo licitatório. O período do chamamento tem duração de 24 meses, sendo que a prova de conceito deverá durar pelo menos 60 dias.

Em âmbito geral, a CPTM procura justamente entender quais as melhores soluções que o mercado pode apresentar para que possa definir uma estratégia eficaz e eventualmente publicar uma licitação. Para as empresas, a prova de conceito representa a possibilidade de nortear os estudos de uma possível licitação, de forma que a solução que poderá ser adotada pela CPTM seja a mais próxima do produto em teste no trecho.

Combater o furto de cabos é um importante passo para se garantir uma boa regularidade nos sistemas e evitar manutenções corretivas, bem como a compra de materiais de reposição de alto valor agregado.

Total
9
Shares
Previous Post

Confira como foi a 4ª semana de obras nas linhas 12 e 13 da CPTM

Next Post

Após três meses, Metrô seleciona consórcios para projeto básico da Linha 19-Celeste

Related Posts