CPTM espera retirar trens mais antigos de circulação nos próximos meses

Empresa se prepara para finalizar encomenda de 65 composições além de receber os trens da Linha 13-Jade
Estação da Luz e série 2100 que deve ser aposentada

O ano de 2019 promete ser um período atípico na gestão das linhas de trens na região metropolitana de São Paulo, operados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM. No primeiro semestre, a operadora completará a inserção de 65 composições novas, deve receber os novos trens da Linha 13-Jade além da aposentadoria dos antigos 1700.

A renovação da frota é um dos pilares que a companhia e as gestões que estão e estiveram à frente, enxergam como primordial para a melhorias dos serviços, conceito inclusive enfatizado pelo governador do estado, João Doria, em entrevista concedida nesta manhã de quinta-feira, 11 de abril, à radio Jovem Pan.

Durante a entrega de mais novo trem (61º da encomenda atual) para a Linha 7-Rubi, o presidente da empresa, Pedro Moro, disse que até o mês de maio, as últimas unidades do lote de 65 que foram adquiridas em 2013, devem estar levando passageiros. O lote é dividido em duas compras: 35 trens produzidos pela Caf, da série 8500 e outros 30 fabricados pela Hyundai-Rotem, da série 9500.

Com a entrada dos trens, é esperado que os antigos comboios da Série 1700 deixem a cena. Atualmente as composições produzidas pela Mafersa, fabricadas entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980, rodam sobretudo na extensão operacional da Linha 7-Rubi, entre Francisco Morato e Jundiaí, mas não é raro ver os velhos de guerra no trecho de maior demanda, entre Francisco Morato e Luz.

Outra novidade que deverá ocorrer ainda neste ano é a chegada dos novos trens da Série 2500, que estão sendo construídos pelo consórcio formado pela empresa chinesa CRRC Qingdao Sifang e pela filial brasileira Temoinsa. A expectativa é que já no segundo semestre deste ano, os comboios estejam ligando a capital até Guarulhos, liberando os trens da série 9000 para prestar serviços em outra ferrovia.

Antigo trem da Série 1700: presença rara (SrBudd/Wikimedia)

Ainda sim, devem sobrar algumas unidades antigas, como os trens da série 2100, em operação na Linha 10-Turquesa, fabricados na década de 70, trazidos da Espanha nos anos 90, e os trens da série 5400, produzidos no final da década de 70, e que em meados de 2013, seis unidades foram adaptadas com 4 carros e receberam novo padrão de identidade visual da CPTM, para operação na Extensão Operacional da Linha 8-Diamante, entre Itapevi e Amador Bueno.

Para tanto, a empresa planeja a compra de novos trens, e os termos de referência estão sendo elaborados. Para a aquisição, a CPTM estuda algumas formas, como um financiamento, um leading, ou até uma PPP-Parceria Público- Privada.

Se os serviços estão sendo melhorados, o passageiro poderá responder com mais clareza. Mas as ações estão, de fato atraindo novos usuários. Entre 2017 e 2018, foram 4,3% a mais de usuários transportados, segundo o relatório integrado da administração relativo da companhia, publicado no Diário Oficial.

Trem que seria o da série 2500, em montagem na China
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