Estação Ipiranga do monotrilho terá telhado com geradores de energia solar

Sistema de geração fotovoltaica que será instalado tem a previsão de reduzir o consumo de energia em cerca de 39%. Os módulos solares deverão ser instalados na cobertura da estação
Projeto do gerador fotovoltaico (CMSP)

O monotrilho da Linha 15-Prata está em plena expansão. No tramo oeste, está prevista a construção da estação Ipiranga que permitirá uma melhor distribuição dos passageiros através da integração com a Linha 10-Turquesa.

Esta estação deverá ser uma das primeiras que utilizará o novo sistema de geração fotovoltaica, reduzindo o consumo de energia da estação. A previsão é de que a estação Ipiranga seja entregue no ano de 2025.

A geração de energia através da matriz solar é uma tendência que vem crescendo de forma vertiginosa. O novo sistema deverá ser responsável por realizar a alimentação elétrica da estação, principalmente das chamadas cargas auxiliares.

Para isso, serão instalados módulos fotovoltaicos na cobertura da estação que estarão em harmonia com a arquitetura existente. A cobertura, além de abrigar os painéis solares, também terão faixas em vidro que vão permitir melhor aproveitamento da luz solar, diminuindo ainda mais o consumo de energia elétrica.

Projeto da futura estação Ipiranga da Linha 15-Prata ainda sem os paineis solares (GPO/Sistran)

Segundo o Relatório Integrado do Metrô, o sistema de geração fotovoltaica prevê a instalação de 522 módulos. Esse conjunto deverá ter uma potência próxima à 208kW pico. Segundo estimativas, o sistema poderá gerar cerca de 25MWh/mes, valor que corresponde a aproximadamente 39% da demanda de uma estação de monotrilho.

Corte transversal com estudo do leiaute dos módulos fotovoltaicos (Metrô)

O Metrô deverá realizar análises mais aprofundadas do funcionamento desta solução para que possa ser implantada em outras estações futuramente. Destaca-se o potencial que as estações elevadas da Linha 1-Azul e 3-Vermelha possuem.

A proposta na área de sustentabilidade poderá trazer uma melhor eficiência energética para o Metrô acompanhada pela redução dos custos operacionais. A iniciativa destaca-se por buscar o aproveitamento máximo da estrutura das estações através da busca por fontes renováveis de energia.

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