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Governo do estado prevê iniciar obras do Trem Intercidades em janeiro de 2021

Em encontro com prefeitura de Jundiaí, secretário executivo dos Transportes Metropolitanos afirmou que edital deve estar disponível entre maio e junho do ano que vem
Estação Jundiaí: novo Trem Intercidades e serviço parador devem movimentar cidade do interior de São Paulo (Luiz Coelho/Wikimedia)

Nas contas do governo Doria, o Trem Intercidades que ligará São Paulo a Campinas deverá ter as obras iniciadas em janeiro de 2021. A afirmação foi feita por Paulo José Galli, secretário executivo da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, durante encontro com membros da prefeitura de Jundiaí, cidade que deverá receber não só o trem expresso como também um novo serviço parador até Campinas.

O cronograma do Trem Intercidades prevê uma audiência pública em fevereiro do ano que vem onde será apresentado o projeto à sociedade. Segundo Galli, “dentro do trâmite normal o edital será aberto (publicado) em maio ou junho do ano que vem, se estendendo até outubro, já as obras devem ter início em janeiro de 2021”, afirmou.

A previsão pode ser atrasos, mas parece coerente com o atual estágio do projeto, que está sendo modelado com a ajuda de entidades internacionais. Em setembro, inclusive, o secretário executivo havia apontado janeiro como data de realização da audiência pública, um mês antes do que afirmou desta vez.

A concessão terá prazo de 30 anos e deve investir cerca de R$ 7 bilhões que incluem melhorias na Linha 7-Rubi, também parte do pacote. Nos cálculos do governo, a viagem de cerca de 100 km entre Campinas e a estação Barra Funda levará uma hora, já a ligação entre Jundiaí e a capital paulista pelo Trem Expresso deverá levar apenas 30 minutos, bem mais veloz do que utilizar a linha da CPTM atualmente.

Governo crê que viagem Campinas-Barra Funda levará uma hora, de Jundiaí até a capital, apenas 30 minutos

Para permitir que os novos serviços circulem pelo trajeto será preciso instalar novas vias para segregar os trens de carga e também para permitir a circulação do trem parador e do trem expresso. No caso do TIC, apresentação recente da STM revelou que uma das estratégias pensadas é utilizar o “by-pass”, trechos duplicados por onde os trens em sentido contrário fariam a transposição.

Para baratear e acelerar o projeto, a gestão Doria planeja utilizar trens movidos a biodiesel, que são menos poluentes que as composições a combustível fóssil. Com isso, seria possível economizar com a eletrificação do trecho após Jundiaí.

Com informações da Tribuna de Jundiaí.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • Instalar trem biodiesel entre Campinas a São Paulo é voltar no tempo 100 anos, pois
    os primeiros trens instalados entre Jundiaí e São Paulo já eram elétricos.
    O governo João Dória que é um grande gestor e não fica em cima do muro, vai nos próximos dias aprovar uma lei determinando que todos os carros da rede pública serão puxados a cavalos. É mais barato e será um grande passo a modernidade do estado.

    • Também questiono bastante tal decisão, qual será que seria o custo de eletrificação até Campinas? Não creio que seja algo absurdo.

      Mas o que esperar de tal gestor né, duvido nada essa escolha pelo Bio-Diesel ter algum interesse por trás envolvendo algum miguxo dele.

    • PSDB que só sabe cortar, o que vai esperar?
      Para carros, rodovias de 1º linha e caríssimos
      Para transporte publico, trem que polui….

      2022 está ai e esse palhaço será enxotado da vida política qdo levar uma BORDUADA daquelas nas URNAS igual foi com Alckmin e Serra.

      Ele acha que vai ser presidente….mas será o fim de sua carreira politica

      Fora maldória prefake lixo !!!

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