Linha 5

Lina, a segunda tuneladora da Linha 5-Lilás, conclui escavação

Tatuzão chegou ao poço Bandeirantes nesta sexta-feira após 807 dias de trabalho
Fim do trabalho: Lina e Tarsila (túnel do lado esquerdo) escavaram cerca de 10 km de túneis em pouco mais de dois anos
Fim do trabalho: Lina e Tarsila (túnel do lado esquerdo) escavaram cerca de 10 km de túneis em pouco mais de dois anos
Fim do trabalho: Lina e Tarsila (túnel do lado esquerdo) escavaram cerca de 10 km de túneis em pouco mais de dois anos
Fim do trabalho: Lina e Tarsila (túnel do lado esquerdo) escavaram cerca de 10 km de túneis em pouco mais de dois anos

O segundo dos três tatuzões usados para levar a Linha 5-Lilás ao encontro das Linhas 1 e 2 do Metrô de São Paulo concluiu seu trabalho na manhã desta sexta-feira (19). Batizada com o nome ‘Lina‘, em homenagem à arquiteta Lina Bo Bardi, a tuneladora encerrou o trabalho de escavação dos túneis entre a estação Adolfo Pinheiro e o VSE Bandeirantes, poço que fica às margens da avenida do mesmo nome.

Foram cerca de 4,9 km de trecho escavado num intervalo de pouco mais de 800 dias – a Lina partiu do poço Conde de Itu, em Santo Amaro, no dia 5 de dezembro de 2013. Agora, com sua desmontagem nas próximas semanas, esse trecho poderá receber o piso por onde serão instalados os trilhos e sistemas para que os trens possam operar. Resta agora o trabalho do “megatatuzão”, um shield duplo que escava num diâmetro maior capaz de acomodar as duas vias dos trens (a Lina pode escavar apenas uma via assim como a Tarsila, a outra tuneladora que foi a primeira acabar seu trabalho). O equipamento maior encontra-se próximo da estação Chácara Klabin, ao contrário do que informou o governador Geraldo Alckmin durante o evento de chegada da tuneladora.

O poço Bandeirantes, de onde partiu o megatatuzão e onde chegaram as duas tuneladoras menores
O poço Bandeirantes, de onde partiu o megatatuzão e onde chegaram as duas tuneladoras menores

Imprevistos pelo caminho

O trabalho das duas tuneladoras singelas (que escavam túneis para apenas um trem) foi um tanto complicado. O primeiro trecho demorou quase seis meses para ser vencido. Mais tarde, enquanto passava por baixo da avenida Santo Amaro próxima à Chácara Santo Antonio, o shield provocou desníveis na pista e foi preciso interditar imóveis na região. Já no final de 2015, mais problemas na região do Brooklin com material de escavação invandindo um condomínio e um bar.

O trabalho das duas tuneladoras, realizado pelo consórcio Andrade Gutierrez e Camargo Correa, também precisou mudar o projeto de escavação por conta do atraso da estação Campo Belo. Como o poço demorou a começar a ser escavado pelo atraso na liberação dos terrenos desapropriados, o consórcio teve que produzir novos anéis de concreto para que o trecho da estação fosse vencido antes mesmo da escavação.

Mapa mostra o que falta escavar, porém, trecho após Santa Cruz já foi parcialmente concluido
Mapa mostra o que falta escavar, porém, trecho após Santa Cruz já foi parcialmente concluido

Primeiro trecho em julho do ano que vem

O governador voltou a prometer a inauguração do primeiro trecho da expansão para o primeiro semestre de 2017 quando devem abrir as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin. As demais têm previsão de abertura no final do ano que vem enquanto Campo Belo está marcada para meados do primeiro semestre de 2018.

A Lina derruba a última parede antes de concluir a escavação
A Lina derruba a última parede antes de concluir a escavação

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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