Na sexta-feira (08), o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos firmaram um convênio de Cooperação e Integração Técnico-Científica e Operacional. Tal parceria se justifica pelo fato de as empresas, que prestam serviços de transporte de passageiros por meio ferroviário, poderem se ajudar através da otimização de recursos, troca de experiências, elaboração de projetos e outros.

Desafios

A troca de experiências deveria ser uma premissa permanente entre as empresas irmãs, mas só agora essas intenções foram de fato oficializadas. O câmbio de informações tem tudo para trazer ao Metrô e à CPTM novos ares em uma série de setores. O Metrô pode contribuir enormemente para áreas como manutenção e projetos, pontos das quais ela se destaca. A CPTM hoje dá um exemplo no que se trata de estratégias operacionais e atendimento ao passageiro, principalmente nas suas estações de maior movimento.

Os exemplos não param por aí! Veja a lista de áreas que estão englobadas nessa parceria:

  • Organização e administração de empresa
  • Planejamento de transporte e desenvolvimento tecnológico
  • Projeto e construção
  • Implantação de novas linhas
  • Operação e manutenção do sistema
  • Integração dos serviço de transporte por trilhos
  • Administração de materiais
  • Fiscalização e controle
  • Segurança
  • Atendimento ao passageiro
  • Outras atividades correlatas

A manutenção do Metrô feita por pessoal próprio é referencia em qualidade (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Consequência

A cooperação terá um período de vigência de 60 meses (5 anos) e um valor estimado em R$ 24 milhões. Ela trará uma série de benefícios mútuos para ambas as empresas. A CPTM vem passando por grandes reformas administrativas, e futuramente terá que se provar, assim como o Metrô, uma empresa eficiente diante dos novos “players” (leia-se concessionárias) que estão chegando. A experiência de décadas da maioria dos profissionais que trabalha nesse setor pode ser decisiva para as grandes melhorias que estão por vir no sistema metroferroviário no futuro.

De certa forma, esse pode ser o primeiro passo de muitos que ainda virão. A expectativa é de que a cada dia o transporte sobre trilhos mais seja integrado e centralizado, tanto administrativamente como em capital intelectual.