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Metrô e CPTM reforçam operação com paralisação dos ônibus em São Paulo

Desde a noite desta quinta-feira, as duas companhias estão com a máxima oferta de trens em suas linhas e com equipes reforçadas nos horários de pico
Motoristas e cobradores fizeram protestos nesta quinta-feira em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Após o protesto de motoristas e cobradores na tarde desta quinta-feira e o fechamento dos principais terminais de ônibus da capital, o Metrô e a CPTM decidiram reforçar a operação de suas linhas para atender ao aumento da demanda. Desde a noite, mais trens passaram a ser usados no horário de pico, uma situação que se repetirá na manhã desta sexta-feira, quando deve haver uma greve da categoria.

Na noite desta quinta-feira (05), a operação das sete linhas continuou a oferecer o máximo de trens mesmo após o horário de pico, entre 17h e 19h30. As duas companhias também decidiram reforçar suas equipes nas estações. As concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, responsáveis pelas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, apenas informaram que a operação será “normal” nesta sexta-feira. A prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos que impede a circulação de veículos no centro expandido com as placas com final 9 e 0.

Segundo a SPTrans, empresa que coordena o transporte por ônibus na capital paulista, quase 10 milhões de passageiros utilizaram os ônibus em dias úteis em 2018. No relatório da empresa da segunda-feira (19), mais recente disponível, esse total foi de 7,5 milhões de usuários. Embora boa parte deles também faça uso do sistema metroferroviário, não há como os pouco mais de 370 km de trilhos da rede suportarem esse aumento da demanda.

Redução da frota

O movimento dos motoristas e cobradores é um protesto contra a redução da frota de ônibus na capital que pode iniciar uma onda de demissões. Há anos, a prefeitura tenta aprovar novos contratos com as empresas de ônibus na tentativa de tornar o sistema mais eficiente após anos com queda no número de passageiros e aumento dos subsídios pagos às viações. Entre as propostas está a de acabar com o posto de cobrador. O sindicato também cobra o pagamento de participação nos lucros (PLR). Espera-se o sindicato dos motoristas e cobradores acate a decisão da Justiça de manter 70% dos ônibus em circulação para amenizar o caos já esperado para esta sexta-feira.

Metrô e CPTM vão reforçar operação das linhas (CMSP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • Eu estive na estação Santo Amaro no dia da greve no horário de pico durante a tarde, e realmente estava caótico aquele lugar. É necessário urgente uma reforma no sistema de baldeação entre o metrô e a CPTM por lá!

Airway