Metrô visita obra feita pelo “tatuzão” semelhante ao que escavará os túneis da Linha 2-Verde

Equipe da companhia esteve na Itália, onde uma tuneladora da empresa chinesa CREG é utilizada em obra ferroviária
Tatuzão da CREG usado na Itália

Pela primeira vez, o Metrô de São Paulo terá túneis escavados por um “tatuzão” da fabricante chinesa CREG. Será essa a fornecedora da tuneladora que o Consórcio CML2 usará para abrir cerca de 8 km de túneis na extensão da Linha 2-Verde até Penha.

Até então, as linhas metroviárias paulistas mais recentes haviam sido escavadas por tatuzões da alemã Herrenknecht, como ocorreu na Linha 4-Amarela e 5-Lilás. Por isso, a companhia decidiu enviar uma equipe à Itália na semana passada para ver de perto uma obra que está sendo executada com uma tuneladora da CREG, revelou o presidente do Metrô, Silvani Pereira, nesta segunda-feira.

“Nossas equipes puderam ver ‘in loco’ o funcionamento do equipamento e conheceram as práticas que já vem sendo adotadas na construção de túneis no mundo e que também deverão ser aplicadas na expansão da Linha 2”, afirmou Silvani.

A “vagoneta” que transporta as aduelas dos túneis

Uma diferença do novo shield é que o consórcio optou por transportar as aduelas por meio do veículo MSV (Multi-Service Vehicles), uma espécie de caminhão que percorre os túneis escavados levando os anéis de concreto que serão instalados pelo tatuzão. É uma processo semelhante ao já utilizado pela Acciona nos tatuzões da Linha 6-Laranja.

Os equipamentos da Herrenknecht usados nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás possuíam um sistema diferente, por ‘locomotiva’, que fazia o transporte dos anéis de concreto por meio de trilhos.

Segundo o presidente do Metrô, a opção pela ‘vagoneta’, como é chamada, “também possibilita a circulação de veículos leves e pesados, proporcionando maior liberdade e segurança na circulação de equipamentos e trabalhadores dentro do túnel executado”.

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O tatuzão da Linha 2-Verde será o maior já empregado em São Paulo, por conta do diâmetro dos túneis da Linha 2. Ele tem previsão de chegar ao Brasil no primeiro semestre e iniciar as escavações a partir do Complexo Rapadura cerca de quatro meses depois. O Metrô espera inaugurar o novo trecho em 2026.

Vala sendo escavada no Complexo Rapadura (iTechdrones)

 

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