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Nova estação Francisco Morato será enorme contraste com infraestrutura precária da Linha 7

Ramal tem apenas outras duas estações modernizadas das 19 que estão hoje em operação. Reforma do ramal deve ficar a cargo da concessionária privada que o assumirá como parte do Trem Intercidades
Nova estação Francisco Morato: exceção à regra na Linha 7-Rubi (CPTM)

Plataformas espaçosas, cobertura integral, elevadores e escadas rolantes e até jardins. A nova estação Franciso Morato, que deverá ser inaugurada no final de agosto, significará uma mudança e tanto para os passageiros que utilizam a Linha 7-Rubi. A CPTM tem revelado o avanço das obras em atualizações frequentes em suas redes sociais, como ocorreu neste sábado, 27, quando imagens mostraram as primeiras placas de sinalização e dormentes sendo instalados.

Com 6 mil m² de área, o novo projeto exibe enorme contraste com a estrutura original e a estação provisória, bem mais acanhadas e antigas. No entanto, para muitos dos quase 500 mil usuários diários da Linha 7 a situação continuará a mesma do passado. Entre as 19 estações que compõem o ramal, apenas outras duas foram reformadas como Francisco Morato, a estações Franco da Rocha e Vila Aurora.

Com exceção de Barra Funda, Brás e Luz, que são compartilhadas com outras linhas, as demais estações da Linha 7 apresentam uma infraestrutura precária, muitas delas ainda dos tempos das antigas companhias ferroviárias que operavam trens de passageiros para o interior paulista. Essa situação faz com que existam ainda passagens de nível como em Água Branca, esta dentro da própria capital.

Itens de acessibilidade como os citados elevadores e escadas rolantes são raridades assim como plataformas completamente cobertas. Há estações que de tão simplórias causam estranheza de como estão funcionando como Vila Clarice, próxima a Rodovia dos Bandeirantes. Mas é o trecho entre Francisco Morato e Jundiaí que mais preocupa. Nele, estão as duas estações menos movimentadas da linha, Várzea Paulista e Botojuru, que estão entre as mais modestas da rede.

Estação Várzea Paulista: herança de décadas (Google)

Planos frustrados

A modernização da estação Francisco Morato, no entanto, não deveria ser uma exceção no ramal. Há quase oito anos, o governo do estado chegou a anunciar que iria reformar 12 estações, mas apenas três delas saíram do papel. As paradas Jaraguá, Pirituba, Perus, Caieiras, Baltazar Fidelis, Botujuru, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jundiaí deveriam ter recebido investimentos nos anos seguintes, e chegaram a ter projetos avançados, mas a CPTM apenas realizou adequações menores desde então.

Situações inusitadas e que perduram há muitos anos como a existência de duas estações Lapa acabaram nunca resolvidas e devem ficar assim até a concessão da Linha 7-Rubi à iniciativa privada. O ramal da CPTM fará parte do edital do projeto do Trem Intercidades, um antigo desejo do governo tucano desde o antecessor de João Doria, o ex-governador Geraldo Alckmin.

Os detalhes desse projeto serão conhecidos no segundo semestre e a expectativa é que preveja a reforma e adequação dessas antigas estações como se viu na minuta do edital de outra concessão, a das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. Por falar nela, a união das estações Lapa ficará a cargo desse futuro concessionário assim como a modernização da estação Água Branca está no escopo de outra concessão, a da Linha 6-Laranja do Metrô.

O projeto também contempla a implantação de um serviço de trem regional parador, que ligará nove municípios no trecho Francisco Morato e Campinas, mas não está claro se estações como a citada Botojuru, com seu baixo movimento continuarão sendo atendidas pela Linha 7.

Seja como for, a Linha 7-Rubi tem tudo para que Francisco Morato se transforme numa visão comum no ramal de trens metropolitanos num futuro breve.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

5 Comentários

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  • Recentemente, li que a CPTM revogou uma licitação pra a reconstrução da estação Jundiaí. Acho que independentemente da concessão (sabe Deus quando ela vai ocorrer), a CPTM deveria manter a licitação, o quanto antes as estações forem modernizadas, melhor. As estações da Linhas 7 e 10 precisam de reconstrução urgente.

  • Vila Aurora não foi modernizada, foi criada do zero. Essa estação não existia antes.

    Sobre a reforma das estações, sairão a passos de tartaruga. Principalmente as da extensão. E duvido que este trem intercidades sairá , e sair , duvido que o concessionário vai modernizar essas estações

  • Falando em modernização de estações, a estação Prefeito Saladino é uma vergonha. Ela não tem viaduto para você fazer baldeação gratuita de uma plataforma para outra, você tem que sair pelas catracas, passar a passarela que é por fora e pagar a passagem de novo já do outro lado, isso é uma vergonha hein CPTM, nunca vi uma coisas dessas. Nessa dia tive que esperar um outro trem sentido Rio Grande da Serra e fazer baldeação na estação Celso Daniel e voltar para a estação Prefeito Saladino. Estações como Prefeito Saladino, Lapa e Água Branca devem urgentemente passar por uma modernização.

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