Obras da Linha 17-Ouro na Marginal Pinheiros voltam a ganhar ritmo

Consórcio Monotrilho Ouro, formado pela Coesa e KPE, iniciou a montagem da treliça que dará apoio à construção do track-switch ao sul da estação Morumbi. Pilares também estão sendo preparados para o lançamento de vigas-trilho a partir de setembro
A treliça que dará sustentação à construção do track-switch (iTechdrones)

Semanas após receber o reforço da empresa KPE Performance em Engenharia, a construtora Coesa, responsável original pelas obras remanescentes da Linha 17-Ouro, parece ter enfim conseguido imprimir um ritmo de construção mais acelerado no projeto do monotrilho.

Imagens captadas pelo drone do canal iTechdrones mostram um trecho ao sul da estação Morumbi com vários trabalhos sendo executados, entre eles a montagem de treliças metálicas que darão sustentação à construção de um track-switch (aparelho de mudança de via).

Além disso, funcionários do agora chamado Consórcio Monotrilho Ouro realizavam a preparação de vários pórticos para receberem às vigas-trilhos, etapa que está prevista para começar em setembro.

Também é possível ver duas colunas sendo concretadas bem próximas às vias da Marginal Pinheiros e que servirão para a estrutura provisória que servirá como área de acesso para as vigas-trilho.

Todo esse processo era esperado para julho, mas a Coesa reduziu os trabalhos na região meses atrás. O governo Doria afirma, no entanto, que as obras estão em ritmo célere, com cerca de 700 funcionários já trabalhando.

Nova sócia

A mudança de ritmo coincide com a chegada da empresa KPE, que em maio tornou-se sócia não só da Coesa como da OAS, empresa que controla a primeira. A empreiteira baiana, uma das que se envolveu na operação Lava Jato, está em recuperação judicial há bastante tempo.

A KPE aparece como criada em setembro do ano passado e fornece um telefone de Salvador em seu site. A empresa mostra em seu portfólio de obras vários projetos da própria OAS, como a ponte Octávio Frias de Oliveira e a construção de trechos das linhas 4-Amarela e 5-Lilás.

Pilares ao lado da Marginal Pinheiros servirão para acesso das vigas-trilho (iTechdrones)

As placas de informações nos canteiros da Linha 17-Ouro já exibem o logo na cor roxa da KPE, marcando a entrada da nova empresa no projeto.

Assinado em dezembro de 2020, o contrato de conclusão das obras civis da Linha 17-Ouro tem prazo de 30 meses, ou seja, até junho de 2023. A gestão atual, no entanto, tem insistido em prometer a inauguração do ramal ainda no ano que vem.

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  1. A população espera que fique pronto o quanto antes. Após inauguração do trecho, será que o Metrô dará continuidade a fase 2 ou 3 do monotrilho?

    1. Sim, porque já possui os estudos e projetos prontos para execução. Precisa ver qual deles é mais viável no ponto de vista financeiro e não haverá grandes obstáculos até a sua conclusão.

      1. Acho os dois muito complicados, mas, pela fala do Baldy, acho que o trecho até São Paulo-Morumbi vem primeiro

      2. E acho que mesmo se optarem pela ida até a Linha 4, deviam pelo menos colocar a Estação Vila Paulista no bolo, já que ela fica logo após o Pátio e não deve precisar de desocupações.

  2. Considerando que só o trecho 1 da linha 17 será entregue em 2022, porque a colocação das vigas-trilhos após a estação Morumbi?

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