Trem Intercidades deverá ter plataforma com 300 metros na estação Barra Funda

Além da ampliação da plataforma, está previsto a extensão do mezanino, a instalação de 7 escadas rolantes e 2 novos elevadores, segundo documentos do edital
Local onde será construída extensão do mezanino (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

A estação Palmeiras-Barra Funda deverá ser alvo de uma série de investimentos com a chegada do novo serviço do Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, em fase de consulta pública.

A estação, que atualmente possui apenas aparatos para o atendimento do serviço de trens metropolitanos, passará por ampliação de áreas importantes além da extensão de suas plataformas, abrindo espaço para a operação do TIC.

De acordo com documentos divulgados pela CPTM, a área destinada ao serviço da Linha 7-Rubi será deslocada e ampliada para prover melhorias na acomodação e no deslocamento dos passageiros. Os novos locais de embarque serão nas plataformas 4 e 5 (plataformas laterais). A nova configuração exigirá expansão do mezanino à oeste e a implantação de 4 novas escadas rolantes.

Ampliação do mezanino da Linha 7 (STM)

No que tange ao TIC, uma série de melhorias deverão ser implantadas, entre elas se destacam a criação de uma área para espera para os passageiros do serviço expresso e a ampliação das plataformas 5 e 6.

A criação da área de espera deverá ser baseada nos espaços existentes em aeroportos, onde o passageiro dispõe de um ambiente coberto, climatizado e servido por uma série de lojas e pontos de comércio. Esta nova parte da estação será implantada onde hoje existe um jardim, localizado atrás das lojas do Metrô. Estima-se que o novo local possua uma área de 2.272 m² e capacidade para 1.600 passageiros, o que representa a lotação de duas composições do TIC.

Área de espera dos passageiros do TIC (STM)

A ampliação das plataformas 5 e 6 será feita para que o novo serviço expresso possa ser acomodado na estação Barra Funda. Observa-se que o projeto visa criar uma segregação entre o ambiente do trem metropolitano e o do serviço expresso. Cabe ressaltar que no quesito mobilidade os passageiros do serviço existente não serão lesados, uma vez que as escadas rolantes e fixas existentes ainda serão dedicadas à Linha 7-Rubi.

Acesso as plataformas do TIC (STM)

As plataformas serão estendidas em 150 metros na direção Leste (sentido Luz). Novas coberturas deverão ser implantadas com uma arquitetura diferenciada. O novo ambiente com 1.500 m² deverá dispor de três novas escadas rolantes e 2 elevadores.

Perspectiva da nova plataforma do TIC (STM)

Além da ampliação do espaço dedicado aos passageiros, a nova concessionária deverá realizar adequações e reformas em 800 m² de áreas técnicas. Também haverá cerca de 380 m² de novas áreas dedicadas especialmente para a obtenção de receitas acessórias que poderão ser exploradas pela nova concessionária.

Em âmbito geral, as principais mudanças na estação Palmeiras-Barra Funda visam justamente promover a requalificação do ambiente e criar o cenário ideal para a operação de serviços de distintas características com a mínima interferência possível. Enquanto o TIC poderá ter intervalos que beiram aos 15 minutos e uma experiência de viagem completamente diferenciada, o trem metropolitano visa atingir os 3,5 min com um alto carregamento no futuro. A harmonização da estação faz parte do processo de requalificação deste importante complexo intermodal.

Visão geral das mudanças na estação Palmeiras-Barra Funda (STM)
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  1. Será tecnicamente impossível o trem regional desenvolver velocidades maiores com intervalos de 15 minutos em um traçado sinuoso da linha 7 com muitos trens metropolitanos parando pelo caminho.

  2. Solução interessante apesar do jeitão de “puxadinho”. Adequado, eu diria. Ruim mesmo será a de Campinas, onde vão usar aquela estação antiga, obrigando os passageiros a uma caminhada desconfortável até o terminal rodoviário. Por que não pensaram em construir uma bem ali do lado, como era no projeto do TAV?

  3. Essa mudança funciona para o TIC Campinas. Espero que já tenham pensado em como ficará com ele e com o futuro TIC Sorocaba.

    1. Se no momento está estação tiver um Plano B para Sorocaba, talvez no futuro pensem em aprovar a ferrovia interligando com Sorocaba.

  4. Curioso que não pensaram em melhorar a experiência de embarque do passageiro de ônibus rodoviário. O terminal da Barra Funda é a pior coisa que já vi na Terra em vários sentidos. Parece que você está pegando ônibus em meio aos pães de queijo sabor chulé que vendem ali.

    Enfim, vamos ver se a ideia acontece, mesmo.

  5. Deveriam iniciar o serviço com o serviço parador com as composições existentes disponíveis como com as Litorinas e as que necessitam de locomotivas Diesel, entre Francisco Morato e Campinas enquanto a eletrificação deste trecho não for concluída.
    Trens pendulares mais curtos com dois andares (Double deck) com plataformas de ~150m ao invés de 300m, também poderão ser usados a exemplo que acontece mundialmente inclusive na Argentina, mas não é a prioridade, deveriam verificar a demanda.
    Desta forma o planejamento técnico racional equilibrado deve atender aos interesses da maioria dos usuários, pois ficou comprovado o sucesso com a reunificação da Linha Integradora-710 é “imexivel” cuja soma das linhas 7-Rubi com 5.968.244, e 10-Turquesa com 5.481325 totalizou 11.449.569. ultrapassando em 21% a linha 11-Coral com 9.461.724, comprovando o grande sucesso da sua reunificação, e também conforme matéria neste blog pelo Jean Carlos que informou que as composições da série 7000 que trafegaram em todas as linhas da CPTM possuem a largura de 3,3m e são existentes, desta forma é incoerente e inconveniente a manter a especificação de 3,05m, e sim adotar aquela largura para as novas composições.

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