Por R$ 150 milhões, Consórcio SP L16 é selecionado pelo Metrô para projeto da Linha 16-Violeta

Companhia analisou propostas de três consórcios nesta terça-feira, 7, que chegaram até a R$ 179 milhões. Um quarto consórcio acabou desclassificado e sua proposta mantida lacrada

O traçado da Linha 16 até Cidade Tiradentes (CMSP)
O traçado da Linha 16 até Cidade Tiradentes (CMSP)

A licitação que dará ao origem ao contrato para realizar o anteprojeto de engenharia, projeto básico e estudo ambiental da inovadora Linha 16-Violeta já tem um consórcio escolhido. O Metrô analisou as propostas técnicas e comerciais de três grupos nesta terça-feira e apontou o Consórcio Projetista SP L16 como vencedor da concorrência.

A proponente, que reúne as empresas Systra Engenharia e Consultoria, GPO Sistran Engenharia, Outec Engenharia, Geocompany Tecnologia, Engenharia e Meio Ambiente, SMZ Consultoria em Automação e Controle, Copem Engenharia e Prime Engenharia e Comércio, propôs um valor de R$ 149,9 milhões para realizar o serviço enquanto o Consórcio Sener Setepla-Egis-Setec-Future Motion-Walm pediu R$ 174,5 milhões e o Linha 16 Violeta – MNEPII, R$ 178,6 milhões.

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Um quarto participante, o Consórcio STEMM – Linha 16, havia sido desclassificado e por isso o envelopoe com sua proposta foi mantido lacrado – o Metrô não deu detalhes na ata da sessão sobre os motivos da desclassificação.

O Consórcio Projetista SP L16 não apenas fez a proposta mais barata, mas também sagrou-se o que teve a melhor proposta técnica apresentada, com 855,8 pontos, segundo a análise da comissão de licitação do Metrô. Agora a empresa tem até sexta-feira, 10, para apresentar as planilhas de preços e serviços e documentos de habilitação.

O Metrô de São Paulo utilizou como referência a Linha 9 de Barcelona para conceber algunas ideias da Linha 16

Apesar da seleção, é preciso aguardar por possíveis recursos administrativos de outros concorrentes e que podem protelar a assinatura do contrato. Caso isso não ocorra, o consórcio terá então 52 meses para realizar o serviço, o que deve levar o projeto a ser concluído por volta de 2027.

Nesse meio tempo, entretanto, o Metrô receberá os dados levantados de forma gradual, o que permitirá que um possível lançamento de uma concessão para construção e operação do ramal ocorra até o final da década.

Por enquanto, a Linha 16-Violeta não é citada entre as prioridades da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem elencado as linhas 19-Celeste e 20-Rosa como objetivos principais, além da Linha 22-Marrom.

O projeto diretriz da Linha 16 é o mais ousado e inovador já proposto pelo Metrô. Com 32 km e 23 estações, ele pretende ligar a região dos Jardins com boa parte da Zona Leste, chegando a Cidade Tiradentes.

Para torná-lo mais barato e eficiente, estão sendo estudadas algumas técnicas e equipamentos inéditos como o uso de uma tuneladora de grande diâmetro que escavaria o corpo das plataformas, um traçado com aclives e declives mais acentuados para reduzir a profundidade das estações e a adoção de elevadores de alta capacidade.

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