Tarcísio volta a falar em caducidade de contrato do BRT ABC, apesar de avanço nas obras

Trabalhos no corredor de ônibus têm se intensificado após pressão do governo. Previsão de entrega é em outubro deste ano

Parte da frota de ônibus elétricos que será utilizada no BRT ABC
Parte da frota de ônibus elétricos que será utilizada no BRT ABC. (Divulgação)

Durante visita ao terreno das obras da futura Linha 20-Rosa do Metrô, em São Bernardo do Campo, o governador Tarcísio de Freitas voltou a falar sobre o BRT ABC, corredor de ônibus em construção pela Next Mobilidade.

Aos jornalistas, o governador explicou que a empresa se comprometeu a entregar toda a obra até o final deste ano e tem notado uma aceleração no ritmo dos trabalhos deste novo serviço de ônibus entre São Bernardo do Campo e a capital paulista, passando por São Caetano.

“Ontem tive a possibilidade, antes de vir aqui para o ABC, de passar pela obra e eu vi que ela realmente andou. Ela teve um avanço físico importante”, disse Tarcísio.

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Entretanto, o assunto da caducidade do contrato voltou a ser mencionado por ele, citando a ausência de uma vantagem no projeto, decisão que motivou na gestão de João Doria, o fim da Linha 18-Bronze, substituindo na ocasião o monotrilho do Metrô pelo corredor de BRT.

Trecho onde está boa parte do atraso (iTechdrones)

“Quando esse investimento não acontece, você perde a vantajosidade [da obra entre metrô e corredor de ônibus], então não haveria por que fazer a prorrogação antecipada do contrato e nos leva a pensar na sua extinção, que é feita por meio da caducidade. Esse processo está aberto, esse processo sancionatório está aberto e a gente vai monitorando”, completou o governador.

Segundo o cronograma atual, o BRT ABC deve entrar em operação no mês de outubro, com ônibus percorrendo o ABC até São Paulo, parando em Tamanduateí e Sacomã, garantindo a integração com o sistema sobre trilhos, porém, com pagamento de uma nova tarifa.

Nos últimos meses após a cobrança do Estado, inclusive pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e Agência de Transportes do Estado (ARTESP), a obra recebeu um aumento na quantidade de operários e maquinários na construção do corredor.

A agência também deve multar a Next pelo não cumprimento do contrato. A concessionária tentou repassar a culpa a outras empresas, mas o argumento foi descartado pela Artesp.