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Saiba o status das obras de expansão do Metrô e da CPTM

Atualizado mensalmente, post mostra em que estágio está a expansão da rede metroferroviária
Vários passageiros seguiram para o aeroporto

Antes que a crise financeira e política se abatesse sobre o Brasil e os efeitos da operação Lava Jato no setor de construção civil estivessem sendo sentidos, os planos de expansão da rede metroferroviária da Grande São Paulo eram ousados em que pese o atraso constante nas previsões de entrega. O governador Geraldo Alckmin disse em várias oportunidades que existiam nove linhas em construção simultânea.

Hoje a situação é bem diferente, mas não para melhor. Sem recursos e com vários problemas em quase todas as frentes de trabalho, há menos linhas em obras e entregas bastante atrasadas. Algumas delas, inclusive, talvez nem fiquem prontas nesta década, postergando um alívio para os passageiros e mantendo alto o custo de mobilidade para a região.

Para acompanhar a evolução desses nove projetos, o blog mantém esse post atualizado mensalmente com o status de cada linha bem como um indicador sobre o andamento das obras.

Atualizado em 15 de junho de 2018.

Confira como estão as obras:

Linha 2-Verde
Projeto: expansão no sentido leste, com 14,5 km de extensão entre Vila Prudente e a cidade de Guarulhos, com 13 estações.
Status: sem previsão.

A extensão da Linha 2 é um dos mais importantes projetos de expansão do Metrô por permitir um certo reequilíbrio nos deslocamentos. Além de ligar parte de Guarulhos com a malha férrea, a Linha 2 terá a função de dividir o fluxo de passageiros do eixo Leste onde hoje a Linha 3 e a Linha 11 sofrem para levar milhões de passageiros.

Apesar das desapropriações estarem avançando na região não existia dotação orçamentária para 2018 que pudesse permitir o início das obras. Em entrevista com o secretário de Transportes Metropolitanos do estado, Clodoaldo Pelissioni revelou ao blog que a decisão sobre a linha deve ficar com a próxima gestão. Há chance de o projeto tornar-se uma PPP.

Entrada principal da estação

Linha 4-Amarela
Projeto: entrega da fase 2 da Linha, compreendendo mais quatro estações e ampliação do pátio.
Status: parcialmente inaugurada e parte em andamento

Depois de passar anos sendo tocada de forma lenta e mais um ano em processo de relicitação, a segunda fase da Linha 4-Amarela voltou a ser construída em agosto de 2016.

Em 2018, o Metrô finalmente entregou duas estações há tempos prometidas. A primeira foi a estação Higienópolis-Mackenzie foi aberta em janeiro. Colada à faculdade Mackenzie, a nova parada deve apresentar um movimento considerável. Em abril foi a vez de Oscar Freire, mas nesse caso a estação foi entregue com apenas um acesso – o secundário segue em obras e deve ser concluído entre o final deste ano e começo de 2019.

Sobram então duas estações, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Esta última tem previsão para 2020 e mal começou. O consórcio responsável pela obra está escavando a extensão do túnel até a estação e já construiu parte da cobertura mas os principais trabalhos na própria estação estão no início.

Já São Paulo-Morumbi, antes prevista para julho deve ser aberta no último trimestre deste ano. O site visitou o canteiro de obras há semanas e constatou que ainda há bastante coisa para ser feita embora o ritmo esteja bom.

Estação Moema da Linha 5

Linha 5-Lilás
Projeto: expansão entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, com pouco mais de 10 km de extensão.
Status: parcialmente aberta e com parte em andamento

É a maior obra ferroviária em São Paulo atualmente e a que mais deve causar efeitos benéficos na cidade. Em maio de 2017 o sistema CBTC enfim entrou em operação e os novos trens da Frota P puderam ser usados.

Em 6 de setembro de 2017, enfim, as três primeiras estações (Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin) foram abertas em operação assistida das 10h às 15h. Mas várias partes ficaram faltando incluindo as portas de plataforma. A operação comercial, no entanto, só começou de fato no dia 27 de novembro. Este ano, com muito esforço, o governo entregou Eucaliptos e em abril a estação Moema. A primeira já opera em horário comercial enquanto a segunda continua em operação assistida.

Faltam cinco estações, quatro das quais agora estão prometidas para julho. O site visitou Chácara Klabin, futuro terminal da linha e viu que os trabalhos estão perto do fim, com instalação de sistemas e retoques na parte civil.

O edital que concedeu a linha 5 e também a 17 à iniciativa privada enfim ocorreu no final de janeiro, mas não sem muito suspense. Partidos de oposição e o Sindicato dos Metroviários tentaram a todo custo suspender o certame conseguindo até uma liminar a dois dias do leilão. Porém, o governo conseguiu derrubar a liminar e realizar o leilão em que o consórcio Via Mobilidade levou a melhor. Formado pela CCR e RUASinvest, ele ofereceu cerca de R$ 558 milhões de outorga, 185% a mais que o mínimo, vencendo o único outro consórcio a participar, o Metrô São Paulo  Linhas 5 e 17, formado pela empresa CS Brasil e o Metrô de Seul, na Coréia. A nova concessionária deve assumir a linha em 4 de agosto, mas funcionários já são vistos em algumas estações.

Linha 6-Laranja
Projeto: nova linha subterrânea ligando a região da Brasilândia a estação São Joaquim, com 15,3 km de extensão e 15 estações
Status: parada

É, sem dúvida, o maior ‘abacaxi’ do governo do estado. Vendida como solução para acelerar a expansão do metrô, a PPP da Linha 6-Laranja acabou tornando-se um grande problema. Não só não acelerou as obras, que ficaram em banho maria enquanto eram resolvidos os casos de desapropriação como o consórcio vencedor, o Move São Paulo, não obteve financiamento do BNDES por ter entre seus sócios empresas investigadas na Lava Jato, incluindo a Odebrecht. Sem dinheiro, a Move São Paulo interrompeu a obra em 5 de setembro de 2016.

O que parecia ser um desfecho positivo em fevereiro acabou tornando-se uma péssima notícia. O grupo formado pelos chineses da CREC, a japonesa Mitsui e a RUASinvest, que havia acabado de entrar na sociedade, acabou desistindo de comprar a Move São Paulo. Com isso, o governo do estado já previa ter de realizar outra licitação após iniciar o processo de caducidade do contrato. Possivelmente, as obras agora só sejam retomadas em 2020 caso o próximo governador ainda mantenha a linha nos mesmos moldes, ou seja, uma PPP.

Plataforma da estação Mendes (Oficina do Desenho)

Linha 9-Esmeralda
Projeto: extensão entre Grajaú e Varginha.
Status: em andamento

A mais simples das obras do governo do estado, a expansão da Linha Esmeralda até Varginha, incluindo a futura estação Mendes, é mais um caso de gestão atrapalhada. Sem grandes desapropriações, com a via já existente, a obra segue em ritmo lento, para prejuízo de milhares de pessoas. O problema nesse caso foi contar com uma verba do governo federal que não chegou, entre outro motivos, porque o tipo de licitação feito pela CPTM não ser permitido pelo governo federal.

Em outubro do ano passado, o governo do estado anunciou que estava encerrando os dois lotes atuais para relicitar o restante da obra nos moldes requisitados pela União com intuito de liberar a verba congelada. Licitações de alguns trechos e serviços da linha foram publicados este ano e o governo até comemorou a volta da ajuda do governo federal mas a obra principal segue sem previsão.

Em abril, o governador Márcio França anunciou a retomada dos trabalhos em vários trechos.

A CPTM abre a visitação da Linha 13 para a população

Linha 13-Jade
Projeto: nova linha da CPTM que ligará o aeroporto de Guarulhos à Linha 12-Safira.
Status: inaugurada

A primeira nova linha construída e operada pela CPTM foi inaugurada no dia 31 de março e funcionou apenas aos fins de semana em abril. Em maio o serviço passou a ser estendido a todos os dias ainda em horário limitado e sem pagamento de passagem. No dia 4 de junho a operação comercial foi aberta das 4h40 à meia-noite. No entanto, apenas dois trens operam na linha, um em cada via, limitando o transporte de passageiros por enquanto. Apesar disso, o serviço Connect que irá até o Brás é aguardado para julho e o Expresso Aeroporto (Luz-Aeroporto Guarulhos), para agosto.

Os trens da Linha 13 estão sendo construídos por uma empresa chinesa e devem chegar no final do ano que vem. Enquanto isso não ocorre, a frota de Série 9500 emprestada da Linha 7 faz o serviço.

Trem do monotrilho estacionado em Vila União

Linha 15-Prata
Projeto: extensão entre Oratório e São Mateus, com oito estações e 13 km de vias.
Status: parcialmente inaugurada e com parte em andamento

O primeiro monotrilho de grande porte brasileiro teve mais quatro estações abertas no início de abril. São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União foram inauguradas em meio à poeira e ainda muito a fazer. O trecho seguia em operação assistida em junho, das 10 às 15 horas, mas o governo já fala em abrir uma quinta estação (Jardim Planalto) em julho. As demais (Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus) tiveram o ritmo de obras reduzido e agora estão prometidas para setembro.

Linha 17-Ouro
Projeto: nova linha de monotrilho cuja primeira fase ligará o aeroporto às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda.
Status: em andamento

O monotrilho da Zona Sul é, sem dúvida, um exemplo claro de projeto mal planejado e executado. Seu percurso passa por áreas complicadas, incluindo córregos, áreas ocupadas por habitações provisórias, cemitério e avenidas que ainda não saíram do papel, além de um trecho beirando o rio Pinheiros e de difícil execução. Não fosse apenas isso, foi licitado sem que os projetos estivessem prontos, mas quis aproveitar as verbas destinada às obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014, sem sucesso.

Para fechar a sequência desastrosa, o governo congelou as duas fases restantes da linha, uma que ligará o monotrilho à Linha 1-Azul no Jabaquara, e outra que passará pela região do Morumbi, incluindo Paraisópolis indo até a avenida Francisco Morato, onde se conectará à Linha 4-Amarela. Os dois trechos passam por comunidades carentes, mas envolvem a contrapartida da prefeitura da cidade. Na gestão Haddad, no entanto, as obras previstas foram suspensas.

Com vários contratos, a obra segue em ritmo irregular. As estações, por exemplo, andam devagar mas por uma questão de ‘timing’ – como dependem de outras partes serem concluídas não adiantaria acelerar sua conclusão. Em boa parte delas, a estrutura metálica da cobertura foi instalada, mas há paradas literalmente vazias.

O pátio é uma das partes mais acelerada hoje. Já é possível visualizar alguns prédios e grande parte do piscinão onde está sendo construído já foi coberto. Outra frente em ritmo veloz é a estação Morumbi que está sendo construído pela Camargo Correa.

Mas é no contrato principal que reside o grande problema da linha. O consórcio Monotrilho Integração deveria entregar as vias, sistemas e trens, mas ainda não concluiu boa parte do trabalho. De quebra, um processo das construtoras Andrade Gutierrez e CR Almeida tenta abandonar a obra. O Metrô, por sua vez, quer obrigar as empresas a terminar parte do projeto, mas seguem as disputas na Justiça. Já a Scomi, fabricante do monotrilho, ainda não entregou nenhuma unidade, embora tenha dito ao site que gostaria de tê-lo feito. Com isso, os rumores de que ficará para a próxima década só se tornam cada vez mais reais.

Projeto de estação da Linha 18 - Bronze
Projeto de estação da Linha 18 – Bronze

Linha 18-Bronze
Projeto: nova linha em monotrilho que ligará o ABC Paulista às linhas 10-Turquesa e 2-Verde na estação Tamanduateí.
Status: não iniciada

Segunda PPP de metrô do estado, a Linha 18-Bronze está há quatro anos aguardando um empréstimo para o governo do estado executar as desapropriações do trecho. O valor deveria ter vindo originalmente de um repasse do PAC, mas o governo federal, endividado, só ficou na promessa. Sem essa verba, o governo do estado tentou obter autorização para um empréstimo no exterior, mas  foi proibido pelo Ministério da Fazenda por conta da situação fiscal.

Finalmente, em dezembro do ano passado a Secretaria do Tesouro alterou o rating dos estados e elevou a nota de São Paulo para “B”, o que permite que ele possa contrair financiamentos no exterior, necessários para as desapropriações. No entanto, o governo do estado continua sem revelar como fará para obter o empréstimo capaz de dar início de fato às obras.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos está negociando com vários bancos, internacionais e nacionais e estatais e privados em busca de financiamento. O contrato com a Vem ABC, concessionária responsável pelo projeto, foi renovado por mais um ano em maio.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

38 Comentários

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  • Até parece uma pagina oficial, mas bem diferente quando se busca uma informação realista porem sem idealismo, também sou um apaixonado pela mobilização urbana e agora tenho um veiculo de informação confiável e ativa. Parabéns pelo blog, não estamos mais no escuro.

  • Olá Ricardo, como vai? Este post é espetacular, parabéns pela qualidade e precisão nas informações, tenho esperança que essas linhas um dia sejam todas concluídas, pois querendo ou não, de 2011 para cá se iniciou uma grande expansão, se continuar neste ritmo e superado a crise econômica, com certeza poderemos ficar mais otimistas.
    Abraço!

  • Querido Ricardo, durante a reportagem notei uma foto falando sobre um túnel de ligação ao aeroporto, por favor, me diz sobre o que isso se trata?

  • O fato é que as obras estão atrasadas, por motivos,que vão desde de a crise econômica,a erros de projetos e gestão. No entanto, por mais que se tenha investido no metrô nos últimos 10 anos, SP, assim como outras grandes capitais, contam com redes pequenas de metrô e trens. Mesmo que todas as obras saiam do papel a rede continuará aquém das necessidades. Há uma discussão nos blogs sobre mobilidade urbana em São Paulo, ao meu ver estéril, se deve-se contar a CPTM como metrô ou não. Se contássemos a CPTM como metrô, teríamos cerca de 335 km de trilhos. Aí, não ficaríamos tanto atrás de Londres e Paris, por exemplo, com 408 km e 213 km de metrô,respectivamente. Mas temos que ver que Londres tem 8 milhões de habitantes e Paris, com a Grande Paris, 14 milhões. SP mais Grande SP têm 21 milhões. Paris tem ,além do metrô, um serviços de trens (RER) que tem mais de 350 km, ou seja mais de 560 km para 12 milhões. Londres está construindo uma extensão de 120 km, o que dará 520 km para 8 milhões. Ou seja,SP e outras capitais brasileiras estão bem atrás,mesmo contando com a CPTM, o que leva a conclusão que devemos nos preocupar em expandir mais rapidamente a rede e encontrar soluções para isso, o que ao meu ver, deveria ser o principal motivo de preocupação dos blogs. Infelizmente, dada a ausência de recursos, será imprescindível o estado buscar outras fontes de recursos.Elas terão que vir do transporte individual : pedágio urbano, vinculação do IPVA, da CIDE, para não faltar recursos para outras áreas como saúde, segurança e educação e também não comprometer mais ainda a situação fiscal dos entes. Não poderão prescindir de recursos federais que devem ser doados a fundo perdido como foi e é feito no primeiro mudo.A participação do setor privado, por meio de PPPS será importante, mas é limitada, como mostram as experiências da linha 4 e 6 do metrô paulista. Na real, resolver o dificílimo problema da mobilidade urbana requer vontade política e medidas impopulares para provocar mudanças estruturais na forma de financiar grandes projetos de metrô e trens.

  • Acredito que tamanhos atrasos não sejam apenas pela ineficiência da gestão Alckmin, mas principalmente pela corrupção e pelas eleições 2018. Claro, o impacto de inaugurar obras em datas próximas às eleições é muito maior e portanto rende muito mais votos. E uma obra que fica 10 anos em execução rende muito mais dinheiro para propina do que uma obra de 2 ou 3 anos. Enquanto está em andamento, está rolando mesadas para a turma da câmara.

  • Muito boa esta ultima atualização…..Posso sugerir ?? O posto poderia vir acompanhado de um mapa da rede (não aquele do site do metro) sobre o mapa da cidade com identificação das linhas em obra.

    • Boa dica. Inclusive com a integração com os corredores dedicados de ônibus.
      Ainda não encontrei um mapa que preste com os corredores dedicados + Metro + Trem

  • Parabéns pelo excelente blog, adoro acompanhar o andamento das obras, e vcs fazem um ótimo trabalho. Continuem assim, estou sempre antenado aqui. Abraço

  • Parabéns pelo trabalho no blog/site, exemplar. O que nos entristece são os séculos de atraso em que se encontra o Brasil em matéria de trens e metro.

  • Ontem (23 de janeiro de 2018) finalmente foi aberta (ainda em fase de testes com horário reduzido) a estação Higienópolis-Mackenzie.

  • Prezados….vergonha mesmo é a expansão do trem do Grajaú até Varginha. Até a presente data totalmente parada um descaso total para com a população. Resido próximo e vejo o local da obra totalmente abandonado servindo como depósito de entulhos de toda espécie, mato alto…etc. E o pior o que já foi feito provavelmente vai ter que refazer, grades danificadas, fiações da iluminação não existem mais, aberturas no piso por falta de grades que foram levadas, não existe mais corrimão, enfim um abandono total. Os materiais deixados (linhas do trem, dormentes e outros materiais jogados expostos as intempéries…isto é nosso dinheiro jogado fora. Só por Deus mesmo.

  • O conteúdo está bom, bem detalhado e organizado. Pena que tenha alguns erros, como, por exemplo, o trecho em que é dito: “Formado pela CCR e RUASinvest, ele ofereceu mais de R$ 558 de outorga” ~ 558 Reais? Claro que não, mas são 558 mi? Bi?

    Além disso, há alguns erros de português, também; não chega a comprometer a compreensão, mas é triste ver que, hoje em dia, os editoriais não assumem mais a mesma responsabilidade de terem seus textos sempre impecáveis.

    • Olá, Alexandre, peço desculpas pelos erros. Ao mesmo tempo vale esclarecer que este blog é feito por um jornalista durante alguns intervalos de suas atribuições principais. Infelizmente, ele não consegue prover uma receita suficiente para pagar alguma ajuda para evitar essas correções. Claro que isso não justifica completamente os problemas, mas acabo muitas vezes entre a cruz e a espada: publicar algo relevante no momento correto ou perder essa oportunidade para revisar tudo antes de liberar o conteúdo. Ficarei mais atento para não cometer esses erros. Abraços.

      • Olá Ricardo! Site ótimo! Sou fã do seu trabalho. Uma coisa> no cabeçalho do site, na tarja roxa com o logotipo do site , há o número das linhas da rede ferroviária (1 até 18), e estão com links quebrados, sem direcionamento pros marcadores das respectivas linhas. ex: linha 1 direciona para o link https://www.metrocptm.com.br/linha-1/, que não tem página

        Obrigado pelo entusiasmo e presteza com seu trabalho!

  • Ricardo
    Parabéns pelo seu trabalho.
    Como sugestão gostaria de ver uma matéria sobre o estado de abandono de vários imóveis desapropriados nas futuras estações da linha 2 (trecho vila prudente a guarulhos). Muito lixo e invasores em algumas destas areas. Incrível a falta de planejamento desta obra.

  • Ricardo
    Parabéns pelo seu trabalho. Acompanho intensamente todos os comentários a respeito da mobilidade urbana na região metropolitana.
    Só tem algo que nunca vi ser comentado por aqui. Refere-se ao fato da companhia do Metro, por questão de estatuto, não poder operar em cidades fora da capital. Neste caso os serviços ficaram a cargo da CPTM.
    Assim sendo, a futura linha 18-Bronze do monotrilho não poderia jamais ser operada pelo Metro, por atingir municípios do Grande ABC. Talvez por isso vai ser operada pelo consórcio Vem Abc.
    Acho esta informação de extrema importância, uma vez que tem muito usuário achando que a linha 2 chegará a Guarulhos. Não chegará. Irá somente até a divisa com a capital.
    Um abraço.

  • Ricardo, tem informações sobre a estação de Suzano?
    Expresso leste e prolongamento da linha 12?
    Parabéns pelo post!!!

  • Na avenida Bandeirantes da pra ver várias caixas parecidas com aquelas que são as portas de estações. Estão lá abandonadas.

  • E a Estação Suzano? Segue em obras (quase paradas), mas nem se tem sombra do Expresso Leste e da Linha 12. Será se tem previsão de entrega?

  • Olá Ricardo,

    Obrigado pelas atualizações, para mim tem sido um bom canal para me atualizar referente a questão da expansão do metrô/cptm que como cidadão me é muito cara. Tenho, contudo, dois pontos referente ao texto, que gostaria de lançar aqui:

    – No dia 14 de junho a Veja São Paulo publicou https://vejasp.abril.com.br/cidades/estacoes-metro-inauguracao-2018/ publicou matéria informando que na verdade as estações da linha Lilás prometidas para julho serão entregues até o fim do ano e não mais em julho, como havia sido anunciado: “O Metrô afirma que, até o fim do ano, inaugura dez estações de três linhas, ainda sem mês definido. São elas AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz, Chácara Klabin e Campo Belo, da Linha 5-Lilás; São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela; e Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, da Linha 15-Prata.” Você chegou a apurar isso?

    – Pela credibilidade que deposito nesse veículo achei a frase destacada do seu texto um pouco dúbia: “Este ano, com muito esforço, o governo entregou Eucaliptos e em abril a estação Moema.” Dúbia para mim, como leitor, porque não sei se “muito esforço” aqui é ligado efetivamente a uma crítica ou a defesa do governo. Se foi em tom de critica, pediria, como leitor, que você pudesse pensar em outros recursos para expressá-la, se foi em tom de defesa, afirmando, por exemplo, que o governo estaria fazendo tudo que estivesse ao seu alcance, e além, eu, e entendo que juntamente com a população, precisaria discordar, uma vez que está evidente nos meios de comunicação, incluso as mídias sociais, que na verdade não há esforço do governo, ainda menos “muito esforço”, mas escancaradamente o descaso, no que toca ao transporte público. Quem se esforça somos nós, você acompanhando com vigor esses processos e nós acreditando que vamos encontrar melhorias na infraestrutura do local onde vivemos.

    • Olá, David, como vai?

      Sobre as previsões nós citamos o que governo diz, mas fazemos observações quando achamos a informação pouco confiável. Dificilmente, as quatro estações da Linha 5 mencionadas devem ser abertas no final do semestre isso porque estão praticamente prontas. Julho talvez seja otimista, mas agosto ou no máximo setembro é perfeitamente possível. Vale dizer que os empecilhos hoje são mais ligados ao sistema de controle dos trens e à concessão do que a obra civil em si. As estações Moema e Eucaliptos estavam bem mais atrasadas há cerca de seis meses, mas a pressão do governo foi o bastante para concluírem às pressas até abril. O problema em si, como disse, é que hoje o sistema CBTC que controla os trens ainda não está plenamente confiável inclusive no trecho em operação. A outra questão é que no dia 4 de agosto a Via Mobilidade assumirá a operação da Linha 5, ou seja, não faz sentido o Metrô deslocar funcionários para as quatro estações se semanas depois eles serão realocados.

      Sobre a frase, sim foi crítica. O governo forçou a barra para abri-las ainda com muita coisa para fazer. Poderiam ter sido entregues antes dessas datas se o mesmo interesse em fazer os consórcios cumprirem os prazos tivesse ocorrido sempre, não apenas na reta final da gestão Alckmin. Vou editar o texto para deixar mais claro. Obrigado.

  • Passei hoje pela estação de metrô Hospital São Paulo e fui perguntar para funcionários sobre a previsão de entrega. Eles disseram que ainda faltava muita coisa (como elevadores) e que o que dizem a eles que a previsão de entrega é, na melhor das hipóteses, para agosto. Isto uma estação que à primeira vista está praticamente pronta! O que dirá Santa Cruz!

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