Após embate judicial, obras da Linha 17-Ouro do Metrô serão retomadas na próxima semana

Informação foi fornecida pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos à rádio Bandeirantes. Governador João Doria deve assinar ordem de serviço autorizando início dos trabalhos da Coesa Engenharia
Estação da Linha 17-Ouro: reinício das obras fazem crer que ramal será aberto em 2023 (CMSP)

Após idas e vindas na Justiça e até o afastamento de uma empresa que havia assinado contrato com o Metrô, as obras remanescentes da Linha 17-Ouro serão retomadas na próxima semana, informou o governo ao jornal Primeira Hora na edição de quinta-feira, 10 de dezembro. Para isso, o governador João Doria deverá assinar a ordem de serviço para a contratada Coesa Engenharia, dando início oficial ao prazo de execução.

Segundo o secretário da pasta do Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, uma questão judicial foi resolvida na sexta-feira (4), abrindo caminho para a ordem de serviço. Trata-se de uma ação liminar movida pelo consórcio Paulitec-Sacyr, terceiro colocado na licitação, que tentava impedir a habilitação da Coesa. O processo, no entanto, foi negado pela juiza Aline Aparecida de Miranda.

A Coesa terá a incumbência de concluir as obras de sete estações (Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto  e Aeroporto Congonhas), além do pátio Água Espraiada, todos que estavam sob responsabilidade da empresa Tiisa e suas sócias. Além disso, a nova contratada finalizará o lançamento de vigas-trilho no pátio e sobretudo no trecho da Marginal Pinheiros, de execução mais complexa.

O prazo total do contrato é de 36 meses (3 anos), mas os serviços deverão ser concluídos antes disso, portanto, entre 2022 e 2023. A primeira ordem de serviço envolve apenas os projetos executivos, necessários para a retomada de fato das obras. Como a mobilização dos canteiros deverá levar alguns meses, as obras civis de fato deverão ser reinicidas no primeiro semestre do ano que vem.

Pilares inacabados da Linha 17-Ouro (CMSP)

Conclusão provável em 2023

Se não houver uma surpresa e os trabalhos acabem levando menos tempo do que o previsto, a Linha 17-Ouro deverá ser inaugurada apenas em 2023. Nos documentos da licitação, o Metrô fornece um cronograma com todos os serviços a serem executados pela empresa baseados na data da ordem de serviço. Os prazos relacionados às estações são mais curtos, com previsão entre seis a dez meses aproximadamente.

Já outras tarefas são mais complexas como o enterramento das redes aéreas (540 dias), a instalação das vigas-trilho no pátio (420 dias) e de passarelas de emergência (480 dias), mas em termos gerais, a empresa deverá ter concluído as principais etapas no primeiro ano do contrato. Ainda assim essas etapas deverão ser concluídas por volta de 2022, quando então será preciso saber se outro contrato, o que envolve a fabricação de 14 trens e os sistemas relacionados, estará em dia.

Vencido pela BYD após outro embate na Justiça, o contrato foi assinado em outubro e prevê um total de 38 meses de prazo, ou seja, no final de 2023. Nessa data, os 14 trens previstos no contrato já deverão ter sido entregues, ou seja, a Linha 17 já estaria funcionando mesmo que parcialmente.

Segundo o cronograma do edital, o projeto dos trens, por exemplo, deverá estar pronto em até 240 dias, ou cerca de oito meses, já as portas de plataforma, também parte do escopo, deverão ter sido testadas até nove meses após a ordem de serviço. Sua instalação nas oito estações deverá ser concluída em 480 dias, ou 16 meses aproximadamente, o que poderia ocorrer no primeiro semestre de 2022.

Nesse meio tempo, o consórcio contratado também instalará a rede de fibra ótica, cabeamento nas vias, sistema de captação de energia, os trilhos de alimentação dos trens e a instalação dos “track-switches”, aparelhos de mudança de via para os trens, isso por volta do final de 2022.

O novo fabricante terá que concluir o primeiro trem, chamado de cabeça de série e usado para os principais testes, em 720 dias, ou quase dois anos. Em outras palavras, o primeiro ‘monotrilho’ estará pronto no início do segundo semestre de 2022. Dois meses depois, a fabricante entregará o segundo exemplar nas instalações do pátio Água Espraiada, quando então veremos nas semanas seguintes os primeiros testes práticos nas vias, mais de uma década após a primeira fundação ter sido feita no canteiro central da avenida Roberto Marinho.

Estação Jardim Aeroporto é uma das sete que serão finalizadas (CMSP)

Com informações do Via Trolebus.

 

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  1. Finalmente. Depois dessa novela mais longa que as novelas infantis do SBT, finalmente poderemos ver essa estação promissora sendo utilizada em prol da sociedade.

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