Metrô projeta abrir Linha 19-Celeste em 2030
Em audiência pública, integrantes da companhia apontam início das obras em 2024, mas ressaltam que se trata de uma estimativa que depende de vários fatores
Os 17,6 km e 15 estações da Linha 19-Celeste podem estar disponíveis à população em 2030. É o que prevê o Metrô de São Paulo neste momento em que o novo ramal entre Guarulhos e o centro da capital está passando pela fase de projetos e estudos.
A meta, segundo integrantes da companhia presentes na audiência pública realizada pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) nesta terça-feira, depende de vários fatores e certamente poderá ser alterada no futuro.
Segundo um dos slides apresentados na reunião, a execução do ramal, que começou no ano passado por meio de licitações de projeto básico e sondagens diversas, deverá ter as obras iniciadas no final de 2024. A fase de desapropriações é prevista para ocorrer entre 2023 e 2025, mesmo ano em que serão concluídos seus projetos e licitações.
A primeira etapa da Linha 19-Celeste prevê uma demanda diária de 684 mil passageiros, segundo o Metrô. É mais gente do que a Linha 6-Laranja, que está em construção (630 mil usuários/dia).
As informações preliminares apontam para uma frota de 31 trens que serão mantidos no pátio Vila Medeiros, próximo à Rodovia Fernão Dias. Segundo o Metrô e a empresa contratada para realizar o EIA-Rima (estudo ambiental), a Linha 19 passará por uma região altamente urbanizada, com pouquíssimas áreas de mata nativa.

Desapropriações negociadas
Na discussão pública desta terça-feira, os presentes mostraram preocupação com o impacto das obras no meio ambiente, mas os responsáveis pelo projeto salientaram que ele será pequeno e limitado à implantação enquanto os benefícios trazidos pelo ramal serão bem maiores e duradouros.
Segundo Luiz Cortês, gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô, as desapropriações necessárias passarão por um processo de negociação com os proprietários após a análise de um perito, que definirá o valor a ser pago. Caso não haja acordo, só então a companhia ajuizará o caso, quando é definido um preço após discussão na Justiça.
Embora o curso do projeto siga o padrão de outras linhas gerenciadas pelo Metrô, o governo do estado pretende conceder a Linha 19-Celeste à iniciativa privada e com isso permitir que o potencial comercial do ramal seja ampliado. No entanto, a gestão atual não apresentou ainda uma modelagem de licitação nesse sentido.
