Estação Moema, da Linha 5, inicia operação das portas de plataforma

Equipamento de segurança estava em testes há quase seis meses. Metrô deve entregar PSDs em outras quatro estações até o mês que vem
Portas de plataforma em Moema (STM)

A estação Moema, da Linha 5-Lilás, passou a contar com as portas de plataforma em operação comercial neste sábado (20), anunciou o Metrô. O equipamento de segurança começou a ser instalado há cerca de um ano e passava por testes desde setembro do ano passado.

A inauguração ocorre quase um ano depois que a estação Borba Gato estreou suas portas de plataforma. O longo intervalo envolveu uma mudança de estratégia do Metrô e da Bombardier, responsável pelo contrato, que passaram a trabalhar em várias estações ao mesmo tempo.

Por conta disso, existem outras quatro estações na fase de comissionamento, ou seja, quando o equipamento opera em testes em alguns períodos. São elas Alto da Boa Vista, Campo Belo, Chácara Klabin e Largo Treze, a primeira do trecho original do ramal.

Todas estão prometidas para março, segundo declarações do presidente do Metrô, Silvani Pereira. Ao mesmo tempo, a Bombardier iniciou na semana passada a montagem das estruturas das fachadas na estação Capão Redondo.

Ela é a primeira do trecho elevado a receber o equipamento, que exige adaptações por conta de o projeto original da estação não ter previsto o uso de PSDs. A meta do governo Doria é concluir a instalação nas 17 estações do ramal até o final de 2021.

A primeira estação a contar com equipamento de segurança foi Adolfo Pinheiro em 2014. Mas as PSDs operaram de maneira improvisada já que na época o sistema de sinalização CBTC ainda não estava pronto.

Portas de plataforma em Adolfo Pinheiro (CMSP)

Apenas em junho de 2019, a segunda estação passou a ter as PSDs funcionando, Brooklin. A parada, aberta em setembro de 2017, até recebeu parte da estrutura, mas a Bombardier acabou levando mais tempo para concluí-la, já com a linha em operação na região.

Além de ampliarem a segurança dos passageiros, as portas de plataforma contribuem para evitar atrasos ao dificultarem que usuários impeçam o fechamento das portas e atrasem a partida dos trens. A gestão Doria pretendia contar com o equipamento em todas as estações do Metrô, porém, um contrato com o consórcio Kobra acabou sendo anulado pela Justiça e uma nova licitação será realizada.

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