Apesar da relação às vezes conturbada, os governos Bolsonaro e Doria devem anunciar na próxima sexta-feira, 17, o repasse de R$ 151,7 milhões para obras da extensão até Varginha da Linha 9-Esmeralda, da CPTM. É o que afirmou nesta quarta-feira o jornal Valor Econômico, citando o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Embora o artigo não esclareça, o valor deverá ser usado no lote 2 da obra, que compreende o trecho entre a estação Mendes-Natal e a estação Varginha. Esta última, embora tenha sido oficialmente retomada em maio do ano passado, está em um ritmo de trabalho lento se comparado à primeira, cuja plataforma recebeu cobertura e passou a ter os trilhos instalados, entre outros avanços.

O repasse do governo federal só foi possível após o governo Alckmin cancelar os contratos originais e que não se adequavam aos requisitos para receber investimento da União. Foi preciso realizar novas licitações para poder pleitear os recursos federais, porém, o processo de liberação tem sido demorado, o que acabou empurrando a inauguração da estação Varginha apenas para 2021. Já a estação Mendes-Vila Natal deverá ser aberta até o final de 2020 caso não surjam imprevistos.

Rumo ao extremo sul

Com 4,5 km de extensão, o novo trecho do ramal da CPTM aproveita a faixa de domínio original de uma ferrovia que seguia até a Baixada Santista. Apesar de não exigir muitas desapropriações, um dos entraves mais comuns nessas obras, o projeto tem andado em um ritmo muito lento. Anuncidas pelo ex-governador Geraldo Alckmin em 2013, as obras foram interrompidas três anos depois por falta de recursos. Apenas em 2017, em novas tratativas com o governo federal, os trabalhos foram reiniciados e tomaram corpo no ano passado. A previsão é de que o novo trecho acrescente 120 mil usuários por dia à Linha 9-Esmeralda.

Ao contrário de Mendes-Vila Natal, estação Varginha ainda não avançou como esperado (Gilson Daniel)