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Metrô conclui lançamento de vigas na estação Jardim Colonial da Linha 15-Prata

Com previsão de entrega para o ano que vem, nova estação será a 11ª do ramal de monotrilho
Vigas lançadas em Jardim Colonial: nova estação deverá ser inaugurada no ano que vem (Somague)

Uma das obras mais aceleradas da expansão sobre trilhos em São Paulo, a estação Jardim Colonial, da Linha 15-Prata, concluiu o lançamento das vigas do prédio principal nos últimos dias. A construtora Somague, responsável pela sua construção, instalou seis vigas sobre as quatro colunas posicionadas no canteiro central da avenida Ragueb Chohfi, durante as madrugadas e após intervenção realizada pela CET.

Pré-moldadas, elas foram confeccionadas no próprio canteiro de obras, e agora receberão a base para a plataforma e suportes das vigas-trilho. Abaixo será construído o mezanino de acesso, onde ficarão instaladas os bloqueios, bilheterias e áreas reservadas do Metrô. Nas imagens é possível notar que as fundações para os dois acessos laterais também estão bem adiantadas e logo será possível vê-los surgindo.

Iniciada em maio do ano passado, a obra de Jardim Colonial deverá ser concluída no segundo semestre de 2021. Se isso de fato ocorrer, o que parece bastante provável diante do avanço rápido do projeto, será um argumento bastante positivo a respeito da celeridade de construção do monotrilho. Sempre criticado, o modal sofreu com a falta de experiência em sua implantação no Brasil, além de imprevistos e erros de projeto que acabaram atrasando demais a evolução da Linha 15. Isso sem falar do imbróglio da Linha 17-Ouro, talvez o maior exemplo negativo de gestão de uma obra metroviária no país e cujo desfecho ainda é incerto.

Contribuiu para que Jardim Colonial siga sem dificuldades o fato de o expertise com esse tipo de construção ter sido absorvido após dez outras estações terem sido entregues. Ou seja, a grosso modo é como dizer que as construtoras e o Metrô de São Paulo “pegaram a mão” em implantar esse tipo de modal. Por isso é uma pena que o monotrilho não possa ser replicado em regiões onde a demanda e os custos não justifiquem um metrô pesado, subterrâneo.

Estação Ipiranga em 2024

Ao menos a Linha 15-Prata, a despeito dos problemas, deve seguir sendo ampliada. No Relatório Integrado de 2019, o Metrô estima que contratará as obras da estação Ipiranga neste ano, com conclusão prevista para 2024. Ela acrescentará mais 1,8 km ao ramal e facilitará o acesso à Linha 10-Turquesa da CPTM e, num futuro mais distante, a Linha 5-Lilás.

Depois de Ipiranga, o foco da companhia é implantar as estações Boa Esperança e Jacu-Pessego, após Jardim Colonial, além do pátio Ragueb Chohfi, que complementará a área de manutenção atual, em Oratório. Já o trecho final, até Cidade Tiradentes, depende de intervenções para alargamento das vias a fim de receberam as colunas do monotrilho.

Só o trecho Vila Prudente-Jardim Colonial deverá atrair mais de 415 mil passageiros por dia e de Ipiranga até Jacu-Pessego, 511 mil usuários, o que a tornará um dos monotrilhos de maior capacidade no mundo. Como se sabe, o ramal está paralisado por conta de erros de projeto e execução do consórcio CEML, formado por OAS, Queiróz Galvão e Bombardier, e deve reabrir assim que a quarentena imposta pelo coronavírus for suspensa.

Abaixo das vigas será construído o mezanino da estação, onde ficarão os bloqueios e bilheteria, num layout semelhante ao de outras estações (Somague)
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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • Realmente uma estação de monotrilho é feita muito rapidamente. Daria pra vc mencionar tambem a rápida evolução da estação Morumbi, onde a CCDI está desenvolvendo a estação.

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