O Metrô de São Paulo assinou um contrato nesta semana para produzir um laudo de avaliação dos imóveis que deverão ser desapropriados ao longo da avenida Ragueb Chohfi para a implantação da Linha 15-Prata de monotrilho. O estudo é necessário para calcular não apenas os terrenos que serão necessários para o empreendimento, mas também os valores que serão oferecidos aos proprietários quando ocorrer a declaração de utilidade pública.

O trabalho será executado nos próximos três meses e envolve o trecho compreendido entre a estação Jardim Colonial, atualmente em obras, e o futuro pátio Ragueb Chohfi, com cerca de 3,5 km de extensão. Estão previstas duas estações nessa região, Boa Esperança e Jacu-Pêssego, e que já apareceram em projeções de expansão do governo.

Segundo declarações da gestão Doria, a intenção é que a Linha 15-Prata prossiga até Cidade Tiradentes até 2022. Embora não tenha ficado clara na época, a afirmação possivelmente envolve o início das obras de fato e não sua conclusão, que certamente demorará mais tempo.

O trecho a partir da avenida Ragueb Chohfi é crítico por não contar com uma via alargada o suficiente para receber as colunas do monotrilho. Essa reforma do viário, que prevê sua duplicação e caberia à prefeitura de São Paulo, foi acordada para ser realizada pelo próprio Metrô, conforme explicação enviada ao site no passado.

Informamos que a São Paulo Transporte tinha em 2009 preparado o projeto de implantação do Corredor Expresso Tiradentes no trecho entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, que incluía a duplicação da Av. Ragueb Chohfi. Em junho de 2009 foi firmado um convênio celebrado entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo visando a implantação da Linha 2 Verde do Metrô, que mais tarde foi alterado para a Linha 15 – Prata (Monotrilho). Com isso, a duplicação da Av. Ragueb Chohfi passou a ser atribuição do Metrô“, explicou a SPTrans em 2018.

Atualmente, já é possível ter terrenos desapropriados e limpos na região, porém, será preciso mais intervenções para tirar o trecho do papel. Da mesma forma, o Metrô já está preparando a retomada dos projetos necessários para levar a Linha 15 até a estação Ipiranga, da Linha 10-Turquesa (CPTM).

Trata-se de um sinal positivo de que toda a repercussão causada pela falha encontrada nos pneus do monotrilho não afeta os planos do governo de seguir com o projeto, a despeito de seu atraso. Apesar desses problemas, que deverão ser sanados o quanto antes, a Linha 15-Prata já consumiu muitos recursos públicos e que precisam ser usados para a prometida mobilidade em uma região de difícil acesso e grande população.

Com suas 18 estações, Linha 15-Prata deve transportar mais de 600 mil pessoas por dia

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