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Novo presidente da CPTM promete transparência

Pedro Moro, que assumiu o cargo no início do ano, falou aos blogs especializados em mobilidade nesta semana
Pedro Moro, novo presidente da CPTM: "entendo que essa comunicação (falha) continua sendo feita e precisamos entender o que pode melhorar"

Se nas escolhas para dirigir a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e o Metrô, o governador João Doria optou por trazer nomes de fora de São Paulo à frente da CPTM, a companhia de Transportes Metropolitanos do estado, coube a um funcionário de longa carreira assumir sua presidência.

Pedro Tegon Moro (nenhum parentesco próximo com o ex-juiz e atual Ministro da Justiça do governo Bolsonaro), 46 anos, administrador com pós-graduação em gestão pública e financeira, é o responsável por levar a companhia a uma nova fase cuja promessa será a de transparência, como fez questão de demonstrar ao convidar alguns dos principais blogs e perfis de redes sociais que cobrem o dia a dia da empresa para uma conversa aberta na sede da companhia no centro de São Paulo.

O encontro, que contou com a participação do secretário Alexandre Baldy (e cujas declarações serão motivo de outro artigo em breve), revelou-se uma ótima oportunidade para entender a situação da companhia e seus planos. O site MetrôCPTM participou da entrevista e comenta algumas das respostas e posicionamentos do novo presidente.

“Shopping Trem”

A primeira pergunta foi feita por este jornalista que quis saber do novo presidente qual será a postura em relação ao comércio ambulante, o famigerado “Shopping Trem”, que tem se ampliado a bordo das composições da companhia. “Vamos mapear as ações para reduzir isso (comércio ambulante) porque eliminar é muito difícil”, reconheceu Moro. “Entre 2007 a 2011, a gente tinha um número pequeno de comércio ambulante, ele aumentou muitos nos últimos tempos e existem fatores econômicos que ajudam a explicar isso. A conivência de parte dos passageiros também existe e até consigo entender a razão porque há quem tente sobreviver. A gente não sabe que tipo de mercadoria é vendida ali, se ela é adquirida legalmente, mas o que importa é que não pode existir”, explicou.

Para Moro, no entanto, a solução passa por ações preventivas e não repressão: “vamos conversar com a Secretaria de Segurança Pública para ter um apoio de inteligência porque a gente sabe que é um sistema mais organizado. (Ver) Se há conivência da segurança terceirizada, se há conivência entre os funcionários da estação, mas sem nenhum tipo de agressão porque isso não pode existir”, concluiu.

Opinião do site: A visão do novo presidente é coerente, porém, parece evitar o reconhecimento de que a companhia tolera esse tipo de ato. O que se percebe circulando pelas linhas é que os funcionários, sejam próprios ou terceirizados, não têm respaldo ou interesse em combater isso. Falta basicamente a “presença” da empresa nas estações e trens, o que não é fácil afinal estamos falando de 270 km de vias, uma situação mais complexa do que debelar esse problema numa Linha 4 ou 5 como fiizeram a ViaQuatro e a ViaMobilidade. Apesar disso, é nítido que nessas duas linhas a iniciativa privada parece mais estruturada e com funcionários preparados para impedir isso.

Ambulante na Linha 8 da CPTM: trabalho quase livre

Extensão da Linha 13-Jade

O novo presidente da CPTM também falou sobre o futuro da Linha 13-Jade, nascida para conectar a rede com o Aeroporto de Guarulhos, mas também atender os habitantes do município, o segundo mai populoso do estado. Sobre a promessa do governador de levar os passageiros até mais próximos dos terminais do aeroporto, Moro afirmou que “está sendo estudada (uma solução) junto a Infraero e a GRU Airport que administra o aeroporto. Já tivemos algumas tratativas para tentar solucionar da melhor forma possível”.

“Não dá para fazer isso rapidamente, não quero discutir porque a linha não parou onde originalmente deveria ter parado. Por razões da própria concessão não foi possível  atender o aeroporto de forma correta e o ônibus acaba desestimulando o uso dessa linha”, reconheceu.

Moro confirmou que a linha Jade seguirá até a região de Bonsucesso, após o aeroporto mas disse que o trajeto ainda está sendo revisto. “Temos que analisar como ele chegará até lá, se o traçado não precisa ser revisto para atender melhor a população de Guarulhos, que é o principal para essa linha. É uma obra com algumas dificuldades para implantar por conta do Rodoanel que passa por ali, a terceira pista do aeroporto também é uma possível dificuldade, mas vamos tentar dar início a implantação nesta gestão já que em quatro anos não é possível entregar esse projeto. Já sobre a extensão até a região próxima a Linha 10-Turquesa, o presidente da CPTM afirmou que não é “prioridade”.

Opinião do site: A afirmação de que a solução para que os passageiros do aeroporto não precisem tomar um ônibus ainda está estudada é um reconhecimento de que o governador João Doria foi um tanto precipitado ao dizer que iria levar o trem até a porto do aeroporto. Infelizmente, ao aceitar a postura um tanto arrogante da GRU Airport na época (que dispensou o trem e prometeu construir um people mover), a gestão Alckmin acabou criando um problema para si própria. O governo federal, adversário político naquele período e que poderia ajudar, acabou ignorando o assunto. Agora, ao menos há uma boa convivência entre as esferas o que pode facilitar uma solução.

No entanto, para este site o grande problema da Linha 13 não está em servir o aeroporto, mas sim facilitar o acesso à rede metroferroviária e nesse sentido não há novidade nas palavras de Pedro Moro. A Linha hoje ainda está muito aquém do seu potencial em parte porque o intervalo de trens é alto, mas também porque o serviço obriga a uma troca de linha num ponto estrangulado, a estação Engenheiro Goulart. Os caminhos, em nossa modesta opinião, passam pelo ampliação do serviço até Brás (onde há mais possibilidades de trocas) com a modernização da sinalização a ponto de as duas linhas compartilharem seus trilhos em mais horários e também a com expansão sentido centro de forma a aproximá-la da capital.

Avião pousa em Guarulhos

Transparência e comunicação

Para o novo presidente da CPTM, a empresa tem sido falha em se comunicar com o público e com formadores de opinião, além de lenta nas respostas. Questionado se isso irá mudar, Moro afirmou: “Eu torço que sim. Vocês vieram conversar comigo antes de qualquer órgão de imprensa. O que eu disse a vocês é verdade. Estava conversando hoje com o Sérgio (Carvalho) que é responsável pela comunicação da empresa. Dei essa missão a ele, de pensar num plano de comunicação mais realista. Eu entendo que essa comunicação (falha) continua sendo feita e precisamos entender o que pode melhorar”.

“A forma como é feita a comunicação tem me incomodado. É o caso por exemplo de um aviso quando há um problema “por falta de material rodante” (trens). Vocês sabem o que é isso, mas 90% dos passageiros não sabem. Queremos ter uma comunicação mais direta mas para isso precisamos ver como decodificar a informação técnica, que é necessária internamente, para ela ser mais clara para o público”, explicou.

Opinião do site: A intenção de Pedro Moro é bem-vinda e, de fato, a iniciativa de procurar blogs e perfis de redes sociais especializados já demonstra que o novo presidente não vive de retórica, algo comum no serviço público. Embora críticas e mesmo situações embaraçosas possam surgir dessa cobertura especializada, por outro lado, trata-se de uma forma mais realista de mostrar o funcionamento e importância da empresa. Espera-se que seja algo definitivo, sem dúvida.

Denúncias

“Nossos canais de denúncia têm quer ser efetivos e hoje em dia nós sabemos que há uma enorme desconfiança por parte do público. Precisamos rever esse procedimento para que ele tenha uma ação mais direta para a gente voltar a ter crédito com os passageiros”, disse Pedro Moro.

Opinião do site: Novamente vemos o problema com os ambulantes. Como denunciar algo se não se tem certeza que isso surtirá efeito? O colega Willian Moreira, do Diário da CPTM, citou um fato ocorrido com ele na Linha 10 e que é estarrecedor. Ao denunciar ambulantes num vagão, o jornalista se espantou ao ver que dois seguranças terceirizados entraram no trem na estação seguinte e alertaram os vendedores de que havia um “bico sujo” (delator) dentro daquele carro.

Seguranças próprios

“Seria o ideal ter seguranças como os do Metrô, mas a receita (financeiras) da CPTM não cobre a sua operação e por isso depende de subsídios e qualquer incremento no quadro tem que ser aprovadas por várias instâncias de governo. Vamos conversar se podemos mudar esse conceito mas é algo de longo prazo”, afirmou Moro.

Clientes em vez de usuários

“Não vamos mais utilizar o termo ‘usuário’. Será cliente ou passageiro, dependendo do contexto”

Linha 9: modernização sem sim (GESP)

Manutenção das vias

“A CPTM teve problemas com duas licitações por conta de vários recursos administrativos e judiciais para finalizar a licitação de manutenção da via permanente. Estamos com dois contratos na fase final para a gente assinar. Por isso ela está sendo feita por pessoal próprio. A gente não tem uma quantidade grande de mão de oba pra fazer isso porque temos outros serviços de manutenção, mas estamos fazendo da melhor forma possível para minimizar qualquer risco, mas deve melhorar assim que esse contratos passarem a ser vigentes”.

Modernização da infraestrutura

“As obras de modernização vem se alongando desde 2007. Ela visava a renovação do material rodante (trem) e para isso foram comprados mais de 100 trens de lá para cá. Agora faltam poucos para serem entregues, além dos trens da linha 13 que devem chegar para testes no final do primeiro semestre. Sistema de sinalização e de energia também faziam parte desse pacote assim como a remodelação da via em algumas linhas. Parte desse pacote era financiado pelo Banco Mundial, porém, por vários motivos, dentre eles restrições orçamentárias, a gente não pode dar sequência a vários deles”, comentou o presidente.

“A gente apresentou um plano de investimento para os próximos 4 anos para o governo e um deles é a retomada de contratos em especial os de energia. A gente tem parte da rede aérea que já foi quase que toda finalizada, falta algo de via permanente, mas o foco é no sistema de energia para suprir para recapacitar as linhas a reduzir o intervalo e garantir a operação sem restrição. E a sinalização é um tema mais delicado porque depende de mais intervenção na linha. A gente precisa de uma programação de obras mais apurada para avançar nesse sentido”, explicou Moro.

Opinião do site: Há de se reconhecer que o desafio de modernizar uma rede de linhas centenária e que não nasceu com as características para o transporte metropolitano tem sido enorme. Mas isso não significa que muitos projetos acabaram sendo iniciados sem que houvesse condição clara para concluí-los. Vê-se o caso dos trens que, embora modernos e muito capazes, acabam operando abaixo de suas possibilidades por conta de uma infraestrutura inadequada em alguns trechos como os que passam pela região central da capital.

Moro: “regularidade é mais importante que intervalos baixos”

Saber a hora que o trem chega

“O objetivo não é só reduzir o intervalo para os 3 minutos desejados, mas sobretudo melhorar a regularidade porque ela é fundamental para o passageiro ter certeza que o trem chegará no intervalo esperado, não importa qual seja ele. A regularidade é importante para você condicionar o passageiro a não ficar desesperado em entrar no primeiro trem. Eu entendo a preocupação do passageiro em pegar o  trem, mas se ele souber que o próximo trem chegará em 3 ou 4 minutos ele pode escolher quando viajar e tenho certeza que quando a regularidade atingir um bom nível isso vai acontecer”.

Opinião do site: O aspecto regularidade é sem dúvida uma análise precisa do novo presidente. Não adianta nada uma linha ver trens passando com intervalos de 2 minutos e o seguinte demorar cinco vezes mais tempo. Essa imprevisibilidade prejudica a imagem da companhia e do serviço e precisa ser resolvida.

Interrupções aos fins de semana

“Por conta do horário de funcionamento, temos trens rodando até uma hora de manhã e às 4h eles já estão circulando de novo. Isso acaba limitando qualquer intervenção e por isso precisamos utilizar os fins de semana para realizar obras de melhorias em que o impacto é menor. Embora tenha bastante gente que precisa usar o sistema aos sábados e domingos, nós procuramos avisar com antecedência para o passageiro poder se programar e minimizar esse problema.  Não há outra forma. A outra seria fechar uma linha como Paris fez, trabalhar dois anos e entregar a linha nova. No entanto, pelo tipo de utilização e pelo tamanho das linhas da CPTM isso é inviável”, justificou.

Opinião do site: Compreensível a explicação de Moro, no entanto, falta por parte da CPTM justamente a transparência. Afinal, quanto falta para concluir essas modernizações? O que foi e está sendo feito? Qual impacto dessas melhorias no dia a dia das pessoas? Veja o caso da Linha 9-Esmeralda, cujos trabalhos já avançaram bastante. Os mais atentos notaram que a linha está mais regular de alguns anos para cá, mas pouco disso foi divulgado pela empresa.

Estação Santo André: reformas ainda sem previsão (Rodrigolopes/Wikimedia)

Estações antigas

“O foco principal nas estações da CPTM é atender aos requisitos de acessibilidade. Estamos assinando contratos em janeiro para adequar as estações que faltam. Nosso objetivo é que todas as estações da CPTM seja acessíveis no menor tempo possível. Assim que isso se concretizar vamos iniciar um plano de melhorias das estações, mas não há nenhuma obra de modernização no horizonte mais curto”, reconheceu Pedro Moro.

Opinião do site: Eis um enorme tabu para a CPTM. A companhia tem reconstruído muitas estações que contrastam com outras paradas precárias e isso é outro aspecto que mancha a reputação da empresa. Talvez não seja preciso criar imensas estações, mas sim adequar as existentes respeitando inclusive a arquitetura original em alguns casos como as paradas da Linha 10, por exemplo. É triste ver o estado de estações como Mooca e Ipiranga que ainda sofrem com um entorno abandonado. Uma das soluções, a concessão, foi explicada por Moro abaixo.

Concessão das estações

“Vamos estudar qual o modelo mais viável, se uma concessão de uma estação acabe tendo como responsabilidade a modernização de outras, que exploração será possível como o espaço aéreo e outras alternativas que serão objeto de estudo. A inserção da estação na região será mais amigável para sua utilização. Elas são polos de integração e sua inserção é tão importante quanto a modernização”, argumentou o executivo.

Trens antigos da Linha 10-Turquesa

“Essa é a única linha com uma frota antiga, ainda que com ar-condicionado. Estamos tentando com o governo uma forma de renovar os trens dessa linha. Não é um processo rápido. Um trem demora, depois de todo processo licitatório, cerca de 18 meses para ser entregue, mas a intenção é renovar essa frota também”, confirmou o novo presidente da CPTM.

Extensão da Linha 9 até Varginha

Obra supostamente simples, a extensão da Linha 9-Esmeralda até Varginha empacou em problemas burocráticos. Moro explicou a atual situação: “Em determinado momento ela foi incluída no PAC e passamos um tempo adequando o projeto para as demandas e regras do manual do programa federal. São oito contratos que contemplam a extensão, sete estão em execução e o último é o lote 2 que contempla a execução da estação Varginha, que devemos recebe as propostas no dia 24. Nosso horizonte é entregar o quanto antes possível, mas não vamos falar de prazos que não são factíveis”.

Opinião do site: O caso da extensão é mais uma prova que a gestão pública consegue complicar até situações mais simples. As obras deveriam ter sido encampadas pelas verbas do PAC, porém, o governo do estado promoveu uma licitação que não se enquadrava nos requisitos para receber recursos federais. Com isso foi preciso cancelar os contratos originais e realizar uma nova licitação, o que atrasou um projeto relativamente rápido.

Apesar do interesse da iniciativa privada, futura estação João Dias ainda não saiu do papel (Divulgação)

Estação João Dias

Moro também comentou a situação da futura estação João Dias, que ficará entre as paradas Santo Amaro e Granja Julieta da Linha 9 e que teve colaboração da empresa Brookfield, proprietária de dois prédios comerciais que cederão terreno para instalar o acesso para a estação: “A intenção é de fazer essa parceria com a iniciativa privada. Estamos finalizando os estudos e quem sabe poderemos dar a notícia para vocês de quando isso será feito. Prazo? O mais rápido possível”, prometeu.

Opinião do site: A estação João Dias já poderia existir se não fosse toda a burocracia que envolve a relação entre o privado e o público no Brasil. A construtora se ofereceu para ajudar no que fosse preciso, inclusive com recursos a fundo perdido, segundo apurou o site, mas o excesso de regulamentações impede que o projeto saia do papel rapidamente. Uma pena.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

3 Comentários

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  • Mr. Meier, muito bom que este diálogo se amplie, vou aproveitar e listar algumas pequenas ações que podem ser implementadas para trazer o passageiro definitivamente para o trem de Guarulhos:
    1) Atualizar o site da CPTM e incluir o serviço Aeroporto com preços, locais e horários, ex:
    Connect (Brás > GRU) > 6h20; 7h00; 7h40; 18h00; 18h40; 19h20
    Express (Luz > GRU) > 10h00; 12h00; 14h00; 16h00; 22h00
    2) Instalar placas de orientação para GRU nas estações Luz, Brás, Tatuapé, Sé, Barra Funda, Tietê e Jabaquara, onde o fluxo de “turistas” é maior.
    3) Instalar um aviso de orientação na Luz, indicando que basta pegar a linha 11 e descer na próxima estação (Brás) para conexão aos serviços da linha 12 (Connect). Isto é crítico, pois, o passageiro pensa que “perdeu” a viagem ao estar na Luz e não ter o serviço Express disponível, especialmente para quem perdeu o trem das 16h00.
    4) O ideal seria a CPTM estudar a troca do destino da linha 12 para Luz e parar a linha 11 no Brás, isto facilitaria muito o acesso para Guarulhos, pois traria toda a conexão dos trens normais, do Connect e do Express ao mesmo ponto (Luz) com acesso as linhas 1 e 4, facilitando enormemente a ida para a Paulista (via linha 4).
    5) Incluir no seu site (MetrôCptm) um link permanente (no topo da homepage) com indicações para uma página explicando como acessar o Aeroporto de Guarulhos. Assim, não vamos precisar esperar o poder público fazer isto, e quando alguém consultar o Google, sua página será referência.
    Fico a sua disposição.

    • Vai piorar bastante muito o serviço para depois privatizar para a CCR. A população vai pedir por isso e a CCR ganha com toda a segurança jurídica e sem risco de prejuízo, já que o governo vai subsidiar a tarifa em valor bem mais alto que o da bilheteria.
      Quem está mamando na reta da CPTM (cargos de confiança, sem concurso) passa a ganhar uma diretoria na CCR e mama do mesmo jeito.

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